Censo de Instituições Envolvidas com Astronomia em Sergipe (2019)

Destacado

Bandeira de Sergipe
Mapa de Sergipe com as mesorregiões

INSTITUIÇÕES/GRUPOS/PROJETOS CATALOGADOS EM SERGIPE:
– Astrofotografia Amadora de Sergipe (AAS)
– Astrofotógrafos Amadores do Espaço (AfAE)
–Astrofotografia Sergipe (AfS)
– Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju – Galileu Galilei (CCTECA – Galileu Galilei)
– Clube Dorense de Astronomia – Órion (CDA – ÓRION)
– Clube de Astronomia do Instituto Federal de Sergipe – Campus de Lagarto (CAILA)
– Clube de Astronomia do CODAP – UFS
– Grupo de Astronomia Singularidade (GAS)
– Grupo de Astrofísica da UFS (ASTROUFS)
– Grupo de Astronomia Johannes Kepler (GAJK)
– Grupo de Eventos Astronômicos de São Cristóvão (GEASC)
– Physics Solutions Júnior (PhysicS Jr.)
– Projeto Astrofotografia Alternativa
– Projeto Astronomia do IFS de Estância (AstroIFS)
– Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE)
– Tardis – Clube de Astronomia de Estância (Tardis – CAE)
– Observatório Scorpio*

*Não chegou exercer atividade. O projeto foi descontinuado (hibernado) antes de ser inaugurado por falta de recursos. Há expectativa de um retorno no futuro.

1 – CATALOGAÇÃO

1.1  – INSTITUIÇÕES/GRUPOS/PROJETOS CATALOGADAS: 17

Ativas: 14 (82,35%)

SEASE; Clube de Astronomia do CODAP – UFS; CCTECA – Galileu Galilei; CDA – ÓRION; AfS; ASTROUFS; CAILA; Projeto Astrofotografia Alternativa; PhysicS Jr; Tardis – CAE; GEASC; AfAS; GAS; AfAE.

Inativas: 01 (5,88%)

Observatório Scorpio

Extintas: 02 (11,76%)

GAJK; AstroIFS

BASE PARA LEVANTAMENTO (ativas + inativas): 15

Ativas: 14 (93,33%)

Inativas: 01 (6,66%)

1.2 – LOCALIZAÇÃO:

Número de Municípios na UF: 75

Municípios com instituições/equipamentos ativos + inativos: 5 (6,66% do Total)

Aracaju: SEASE; CCTECA – Galileu Galilei; AfS;  AfAS; GAS;

São Cristóvão: Clube de Astronomia do CODAP – UFS; ASTROUFS; PhysicS Jr; GEASC;

Nossa Senhora das Dores: Observatório Scorpio; CDA – Órion; AfAE; Projeto Astrofotografia Alternativa;

Estância: Tardis – CAE;

Lagarto: CAILA;

Concentração de instituições/equipamentos

Capital: 5 (33,33%)

Outras cidades: 10 (66,66%)

2 – DISTRIBUIÇÃO

2.1 – DISTRIBUIÇÃO NAS MESORREGIÕES (IBGE 1989) :

– Sertão Sergipano – 0 (0,00%)
– Agreste Sergipano – 5 (33,33%)
– Leste Sergipano – 10 (66,66%)

2.2 – DISTRIBUIÇÃO NAS REGIÕES GEOGRÁFICAS INTERMEDIÁRIAS (IBGE 2017) :

– Aracaju – 14 (93,33%)
– Itabaiana – 1 (6,66%)

3 – TIPOS

OBSERVATÓRIOS: 1 (6,25%)

Observatório Scorpio

PLANETÁRIOS*: 1 (6,25%)

CCTECA – Galileu Galilei

ASSOCIAÇÕES**: 11 (68,75,33%)

SEASE; Clube de Astronomia do CODAP – UFS; CDA – ÓRION; AfS; ASTROUFS; CAILA; Tardis – CAE; GEASC; AfAS; GAS; AfAE.

PROJETOS***: 1 (6,25%)

Projeto Astrofotografia Alternativa

OUTROS*: 2 (12,50%)

PhysicS Jr, CCTECA – Galileu Galilei

*A CCTECA – Galileu Galilei, além de possuir um planetário é também um museu de ciência com painéis astronômicos distribuídos pela casa e uma sala de astronomia. Assim, será duplicado a contagem dela neste tópico e em tópicos secundários a este. Dessa forma, serão contados 16 tipos ao invés de 15.

**O Clube de Astronomia do CODAP foi classificado como associações, no entanto também trata-se de um projeto do CODAP. O mesmo acontece com o CAILA, o GAS e outros. O extinto GAJK também foi um grupo de Astronomia.

***Esta categoria foi considerada apenas os que são puramente projetos sem criação de grupo ou clube de astronomia. O extinto AstroIFS foi um projeto de astronomia com criação de um grupo, assim como o sucessor dele o “Tardis”.

4 – ESCOLAS PARTICIPANTES DA OBA

Municípios: 27  de 75 (36,00% do total)

Aracaju: (30 de 410) Col. Arquidiocesano S. C. de Jesus; Colégio Patrocínio de São José; Colégio Estadual Jackson de Figueiredo; Colégio Michellangelo; Colégio Bom Pastor; Colégio Cepi expansão; Colégio de Ciências Pura e Aplicada; EMEF Jornalista Orlando Dantas; CE Atheneu Sergipense; COC Colégio São Paulo; Colegio Amadeus; CAIC Ministro Geraldo Barreto Sobral; Colégio Esplendor; Centro de Excelência Master; CE Prof Gonçalo Rollemberg Leite; Colégio Estadual Barão De Mauá; CE Tobias Barreto; Col. Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus; Escola Sesc Siqueira Campos; Col. E Secretário Francisco Rosa Santos; Colégio Jardins; Colegio Hoje; Centro de Excelência Professora Maria Ivanda de Carvalho Nascimento; Colégio Módulo; Centro de Excelência Dom Luciano José Cabral Duarte; Colégio do Salvador; Instituto Federal de Sergipe; COESI – Colégio de Orientação e Estudos Integrados; JFGG e Cia; Colégio CEA.

Areia Branca: (2 de 28) Colégio Estadual Pedo Diniz Gonçalves; Col Estadual Gov João Alves Filho.

Boquim: (5 de 46) Col. José Fernandes da Fonsêca; Colégio Estadual Severiano Cardoso; CE Cleonice Soares da Fonseca; EM Maria da Glória Barreto de Andrade; EM Dep. Joaldo Barbosa.

Carira: (23 de 57) Escola Municipal Isauro Soares; Escola Municipal Professora Maria Esmeralda Costa; Escola Municipal Maria Eunice Vieira; Escola Municipal Professora Maria Rabelo de Morais; Escola Municipal Maria Neuza Alves Chagas; Escola Municipal José Oliveira Barreto; Escola Municipal Escritor João Rabelo de Morais; Escola Municipal José Monteiro Filho; Escola Municipal Luzia de Andrade Alves; Escola Municipal Senhor do Bonfim; Escola Municipal Padre Raul Bonfim Borges; Escola Municipal Julio Francisco de Souza; Escola Municipal Laudelino Freire; Escola Municipal Protestato Francisco dos Santos; Escola Municipal Durval Matos; Educação de Jovens e Adultos do Ensino Fundamental; Escola Municipal Manoel Pereira Dorea;  EM Maria Neuza Machado Silva; Escola Municipal Tobias Barreto; Escola Municipal Aroaldo Chagas; Escola Municipal Prof. Maria da Glória Menezes; EM Prof Ilda Almeida Dutra; Escola Municipal Rui Barbosa.

Estância: (3 de 102) Escola De Ensino Fundamental E Médio João Batista Da Rocha; Escola Municipal Nubia Lima Do Nascimento; Instituto Federal de Sergipe – Campus Estância.

Frei Paulo: (3 de 29) Colégio Estadual Gentil Tavares da Mota; Escola de Aplicação Sagrado Coração de Jesus; Colégio Estadual Martinho Garcez.

Itabaiana: (1 de 115) Escola Estadual Prof. Nestor Carvalho Lima.

Japoatã: (1 de 33) Colégio Estadual Professora Roberta Ramalho de Souza.

Lagarto: (9 de 150) Instituto Federal De Sergipe – Campus Lagarto; Colégio José Augusto Vieira; EM José Antônio dos Santos; EM Antonio Francisco de Souza; CE Prof. Abelardo Romero Dantas; EM Eliezer Porto; EE Senador Leite Neto; Colegio estadual prefeito pedro de balbino; Colégio Estadual Silvio Romero.

Malhada do Bois: (1 de 10) Colegio Estadual Emiliano Guimarães.

Moita Bonita: (2 de 21) CE Djenal Tavares de Queiroz; Colégio Estadual Profª Maria Da Glória Costa.

Monte Alegre de Sergipe: (1 de 35) Colégio Estadual José Inácio de Farias.

Muribeca: (1 de 15) Instituto Educar.

Neópolis: (1 de 33) Centro de Excelência Marechal Pereira Lobo.

Nossa Senhora da Glória: (2 de 73) IF de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe; Colégio Rezende Ltda – Me.

Nossa Senhora de Lourdes: (1 de 18) Colégio Estadual Monsenhor Fernando Graça Leite.

Nossa Senhora do Socorro: (3 de 148) Centro de Excelência Deputado Jonas Amaral; SESC AR/SE Aline Pinto; Colégio CEME LTDA.

Pacatuba: (1 de 44) Colégio Estadual Dr Leandro Maciel.

Pirambu: (1 de 16) Colégio Estadual José Amaral Lemos.

Poço Verde: (2 de 62) EE Sebastião da Fonseca; Colégio Estadual Professor João de Oliveira.

Riachuelo: (4 de 18) Escola Municipal D. Pedro I; Escola Municipal Francisco Leite Filho; Escola Municipal Poeta Santo Sousa; Escola Municipal Jose Araujo.

Ribeirópolis: (6 de 42) EE Professora Maria Do Carmo Santos; Centro de Educação Básica Auxiliadora Paes Mendonça; CE João XXIII; Escola Estadual Deputado Baltazar Santos; Colégio Paraíso Cultural;  EE Abdias Bezerra.

Salgado: (1 de 49) EM José Gonçalves Filho.

São Cristóvão: (3 de 92) Esc. Capitão Manoel Batista Santos; CE Professor Hamilton Alves Rocha; Colégio de Aplicação da UFS.

São Domingos: (1 de 27) Senninha Centro Educcional.

Simão Dias: (5 de 87) Escola Municipal Maria Rabelo Barreto; Escola Municipal Otaviana Odillia Da Silveira; EM Gervásio de Carvalho Prata; Colégio Estadual Senador Lourival Baptista;  Escola Municipal Cícero Ferreira Guerra.

Umbaúba: (4 de 40)Escola São Salvador; EMEF Adelvan Cavalcanti Baptista; CE Dr Antônio Garcia Filho; Colégio Estadual Benedito Barreto do Nascimento.

Escolas: 117 de 3239* (3,61% do total de escolas de Sergipe)

Escolas dos municípios participantes: 117 de 1800 (6,50% do total de escolas dos municípios participantes)

* Todas as escolas de Sergipe do Censo Escolar 2018 de acordo com o QEdu.

5 – OBSERVATÓRIOS

PRIVADOS – 1 (100%)
PÚBLICOS – 0 (0%)

5.1 – PRIVADOS
Pessoais: 1 (100%)
Escolas: 0 (0%)
Universidades: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

5.2 – PÚBLICOS
Governo Municipal: 0 (0%)
Governo Estadual: 0 (0%)
Governo Federal: 0 (0%)
Universidade Federal: 0 (0%)
Universidade Estadual: 0 (0%)
Instituto Federal: 0 (0%)

6 – PLANETÁRIOS

PRIVADOS – 0 (0%)
PÚBLICOS – 1 (100%)

FIXOS – 1 (100%)
MÓVEIS – 0 (0%)

6.1 – FIXOS

PRIVADOS:
Pessoais: 0 (0%)
Escolas: 0 (0%)
Universidades: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

PÚBLICOS:
Gov. Municipal*: 1 (100%)
Gov. Estadual: 0 (0%)
Gov. Federal: 0 (0%)
Univ. Federal: 0 (0%)
Univ. Estadual: 0 (0%)
Instituto Federal: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

*  A CCTECA Galileu Galilei está vinculada à  Secretaria da Educação do Município de Aracaju (SEMED). Mas, foi um projeto piloto do Governo Federal que visa instalar centros de estímulos e divulgação científica e tecnológica em todo o país.Em Sergipe o projeto foi financiado através do Ministério da Ciência e Tecnologia em parceria com a Prefeitura Municipal de Aracaju, através do órgão SEPLAN e com a consultoria da Universidade Federal de Sergipe.

6.2 – MÓVEIS

PRIVADOS:
Pessoais: 0 (0%)
Escolas: 0 (0%)
Universidades: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

PÚBLICOS:
Gov. Municipal: 0 (0%)
Gov. Estadual: 0 (0%)
Gov. Federal: 0 (0%)
Univ. Federal: 0 (0%)
Univ. Estadual: 0 (0%)
Instituto Federal: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

7 – ASSOCIAÇÕES*

PRIVADAS – 6 (54,55%)

SEASE; CDA – ÓRION; AfS; GEASC; AfAS; AfAE.

PÚBLICAS – 5 (44,45%)

Clube de Astronomia do CODAP – UFS; ASTROUFS; CAILA; GAS; Tardis – CAE.

7.1 – PRIVADAS (VÍNCULOS)

Pessoais: 6 (100%)

SEASE; CDA – ÓRION; AfS; GEASC; AfAS; AfAE.


Escolas: 0 (0%)
Universidades: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

7.2 – PÚBLICAS (VÍNCULOS):

Escola Municipal: 0 (0%)
Escola Estadual: 1 (20%)

GAS

Escola Federal: 1 (20%)

Clube de Astronomia do CODAP – UFS

Universidade Federal: 1 (20%)

ASTROUFS

Universidade Estadual: 0 (0%)
Instituto Federal: 2 (40%)

CAILA; Tardis – CAE.

Outros: 0 (0%)

8 – PROJETOS

PRIVADOS– 0 (100%)

PÚBLICOS* – 1 (100%)

Projeto Astrofotografia Alternativa;

*O Astrofotografia Alternativa é uma criação privada por David Maia (aluno do CEGC na época), mas que na maior parte do tempo esteve vinculado a projetos aprovados pelo o Colégio Estadual General Calazans/Nª Sª das Dorese-SE para participar de feiras de ciência sob coordenação e orientação do Professor Nilson Santos, intitulado: Projeto Astrofotografia Alternativa.

8.1 – PRIVADOS (VÍNCULOS):

Pessoais: 0 (0%)
Escolas: 0 (0%)
Universidades: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

8.2 – PÚBLICOS (VÍNCULOS):

Escola Municipal: 0 (0%)
Escola Estadual: 1  (100%)

Projeto Astrofotografia Alternativa

Escola Federal: 0 (0%)
Universidade Federal: 0 (0%)
Universidade Estadual: 0 (0%)
Instituto Federal: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

9 – OUTROS :

MUSEUS* – 1  (50%)

CCTECA – Galileu Galilei;
LABORATÓRIOS – 0 (0%)
OUTROS – 1 (50%)

Physics Jr.

PRIVADOS – 1 (50%)
PÚBLICOS – 1 (50%)

* A CCTECA – Galileu além de possuir um planetário também possui um museu de ciência que inclui conteúdo de astronomia. Ver tópico 3.

9.1 – PRIVADOS (VÍNCULOS):

Pessoais: (0%)
Escolas: 0 (0%)
Universidades: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

9.2 – PÚBLICOS (VÍNCULOS):

Escola Municipal: 0 (0%)
Escola Estadual: 0 (0%)
Escola Federal: 0 (0%)
Universidade Federal: 1 (50%)

Physics Jr.

Universidade Estadual: 0 (0%)
Instituto Federal: 0 (0%)
Outros: 1 (50%)

            CCTECA – Galileu Galilei

10 – CRONOLOGIA DE SURGIMENTO CONFORME AS DÉCADAS:

até séc. XIX – 0
1900 – 0
1910 – 0
1920 – 0
1930 – 0
1940 – 0
1950 – 0
1960 – 0
1970 – 0
1980 – 0
1990 – 1  

GAJK: 08/10/93—10/11/2001 (extinto)

2000 – 5

SEASE: 10/11/2001 — Atual;

Clube de Astronomia do CODAP – UFS: 26/06/2007— Atual;

CCTECA – Galileu Galilei: 22/03/2009 –- Atual;

CDA – ÓRION: 26/08/2009 –- Atual;

AfS: 04/12/2009—Atual

2010 – 11

ASTROUFS:~2012—Atual;

CAILA: 17/02/2013—Atual;

AstroIFS: 06/03/2015 — ~2017 (extinto);

Observatório Scorpio:~2015 — ~2016 (inativo);

Projeto Astrofotografia Alternativa: ~2015—Atual;

PhysicS Jr.: 01/09/2016—Atual;

Tardis – CAE: 08/06/2017—Atual;

GEASC: 07/01/2017—Atual;

AfAS: 24/01/2017—Atual;

GAS: 16/05/2017—Atual;

AfAE: 04/02/2019—Atual;

Total: 17

Fontes de busca:

– Site da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)

– Facebook – busca geral

–  QEdu

–  GAEA

–  Memórias da Astronomia em Sergipe (MAS)

Autores do levantamento:
– Jaelsson S. Lima
– Memórias da Astronomia em Sergipe (MAS)

Versão PDF: Censo de Instituições Envolvidas com Astronomia em Sergipe (2019)

______________________________________________________________________

Texto: Elaborado por MAS

Fontes: CENSO BRASILEIRO DE INSTITUIÇÕES ASTRONÔMICAS EDIÇÃO 2018 – RESULTADO GERAL. Disponível emhttp://gaea-astronomia.blogspot.com/2018/05/censo-brasileiro-de-instituicoes_30.html  , acesso 14 Dec. 2019. (Conteúdo arquivado no Wayback Machine em 14/12/2019:  https://web.archive.org/web/20191215014033/http://gaea-astronomia.blogspot.com/2018/05/censo-brasileiro-de-instituicoes_30.html ).

Censo Brasileiro de Instituições Astronômicas – SERGIPE (2018). Disponível em: http://gaea-astronomia.blogspot.com/2018/05/censo-brasileiro-de-instituicoes_24.html  , acesso 14 Dec. 2019. (Conteúdo arquivado no Wayback Machine em 14/12/2019:  https://web.archive.org/web/20190426215802/http://gaea-astronomia.blogspot.com/2018/05/censo-brasileiro-de-instituicoes_24.html ).

Lista completa de escolas, cidades e estados. QEdu. Disponível em: https://www.qedu.org.br/busca/126-sergipe, acesso em 20 Jan. 2020. (Conteúdo arquivado no Wayback Machine em 20/01/2020: https://web.archive.org/web/20190214090107/https://qedu.org.br/busca/126-sergipe).

Escolas Participantes OBA e MOBFOG. OBA. Disponível em: http://www.oba.org.br/site/index.php?p=conteudo&idcat=7&pag=conteudo&acao=pesquisa&codigo=&nome=&cidade=&uf=SE&bairro=, acesso em 20 Jan. 2020. (Conteúdo arquivado no Wayback Machine em 20/01/2020: https://web.archive.org/web/20200120034056/http://www.oba.org.br/site/index.php?p=conteudo&idcat=7&pag=conteudo&acao=pesquisa&codigo=&nome=&cidade=&uf=SE&bairro=).

Região Geográfica Intermediária de Itabaiana. IBGE 2017. Wikipedia. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Geogr%C3%A1fica_Intermedi%C3%A1ria_de_Itabaiana, acesso em 20 Jan. 2020. (Conteúdo arquivado no Wayback Machine em 20/01/2020: https://web.archive.org/web/20200120034357/https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Geogr%C3%A1fica_Intermedi%C3%A1ria_de_Itabaiana).

Região Geográfica Intermediária de Aracaju. IBGE 2017. Wikipedia. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Geogr%C3%A1fica_Intermedi%C3%A1ria_de_Aracaju, acesso em 20 Jan. 2020. (Conteúdo arquivado no Wayback Machine em 20/01/2020: https://web.archive.org/web/20200120034652/https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Geogr%C3%A1fica_Intermedi%C3%A1ria_de_Aracaju).

Lista de mesorregiões e microrregiões de Sergipe. IBGE 1989. Wikipedia. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_mesorregi%C3%B5es_e_microrregi%C3%B5es_de_Sergipe, acesso em 20 Jan. 2020. (Conteúdo arquivado no Wayback Machine em 20/01/2020: https://web.archive.org/web/20190609161810/https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_mesorregi%C3%B5es_e_microrregi%C3%B5es_de_Sergipe).

Memórias da Astronomia em Sergipe. Disponível em: https://memoriasdaastronomiaemsergipe.wordpress.com/, acesso em 20 Jan. 2020.

História da Astronomia em Sergipe. MAS. Disponível em: https://memoriasdaastronomiaemsergipe.wordpress.com/historia-da-astronomia-em-sergipe/, acesso em 20 Jan. 2020.

Censo Brasileiro de Instituições Astronômicas – SERGIPE (2018)

Bandeira de Sergipe
Mapa de Sergipe

1 – CATALOGAÇÃO

1.1 – INSTITUIÇÕES CATALOGADAS: 12
Ativas: 08 (66,66%)
Inativas: 03 (25,00%)
Extintas: 01 (8,34%)

BASE PARA LEVANTAMENTO (ativas + inativas): 11
Ativas: 08 (72,72%)
Inativas: 03 (27,28%)

1.2 – LOCALIZAÇÃO:
Número de Municípios na UF: 75

Municípios com instituições/equipamentos ativos + inativos: 5 (6,66% do Total)

Concentração de instituições/equipamentos
Capital: 4 (36,36%)
Outras cidades: 7 (63,64%)

2 – DISTRIBUIÇÃO

2.1 – DISTRIBUIÇÃO NAS MESORREGIÕES (IBGE 1989) :

– Sertão Sergipano – 2 (18,18%)
– Agreste Sergipano – 1 (9,09%)
– Leste Sergipano – 8 (72,73%)

2.2 – DISTRIBUIÇÃO NAS REGIÕES GEOGRÁFICAS INTERMEDIÁRIAS (IBGE 2017) :

– Aracaju – 10 (90,91%)
– Itabaiana – 1 (9,09%)

3 – TIPOS

OBSERVATÓRIOS: 1 (9,09%)
PLANETÁRIOS: 1 (9,09%)
ASSOCIAÇÕES: 8 (72,73%)
PROJETOS: 1 (9,09%)
OUTROS: 0 (0%)

4 – ESCOLAS PARTICIPANTES DA OBA

Municípios: 25 de 75 (33,33% do total)

5 – OBSERVATÓRIOS

PRIVADOS – 1 (100%)
PÚBLICOS – 0 (0%)

5.1 – PRIVADOS
Pessoais: 1 (100%)
Escolas: 0 (0%)
Universidades: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

5.2 – PÚBLICOS
Governo Municipal: 0 (0%)
Governo Estadual: 0 (0%)
Governo Federal: 0 (0%)
Universidade Federal: 0 (0%)
Universidade Estadual: 0 (0%)
Instituto Federal: 0 (0%)

6 – PLANETÁRIOS

PRIVADOS – 0 (0%)
PÚBLICOS – 1 (100%)

FIXOS – 1 (100%)
MÓVEIS – 0 (0%)

6.1 – FIXOS

PRIVADOS:
Pessoais: 0 (0%)
Escolas: 0 (0%)
Universidades: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

PÚBLICOS:
Gov. Municipal: 1 (100%)
Gov. Estadual: 0 (0%)
Gov. Federal: 0 (0%)
Univ. Federal: 0 (0%)
Univ. Estadual: 0 (0%)
Instituto Federal: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

6.2 – MÓVEIS

PRIVADOS:
Pessoais: 0 (0%)
Escolas: 0 (0%)
Universidades: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

PÚBLICOS:
Gov. Municipal: 0 (0%)
Gov. Estadual: 0 (0%)
Gov. Federal: 0 (0%)
Univ. Federal: 0 (0%)
Univ. Estadual: 0 (0%)
Instituto Federal: 0 (0%)
OutroS: 0 (0%)

7 – ASSOCIAÇÕES

PRIVADAS – 4 (50%)
PÚBLICAS – 4 (50%)

7.1 – PRIVADAS (VÍNCULOS)

Pessoais: 3 (75%)
Escolas: 1 (25%)
Universidades: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

7.2 – PÚBLICAS (VÍNCULOS):

Escola Municipal: 0 (0%)
Escola Estadual: 0 (0%)
Escola Federal: 1 (25%)
Universidade Federal: 1 (25%)
Universidade Estadual: 0 (0%)
Instituto Federal: 2 (50%)
Outros: 0 (0%)

8 – PROJETOS

PRIVADOS – 0 (0%)
PÚBLICOS – 1 (0%)

8.1 – PRIVADOS (VÍNCULOS):

Pessoais: 0 (0%)
Escolas: 0 (0%)
Universidades: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

8.2 – PÚBLICOS (VÍNCULOS):

Escola Municipal: 0 (0%)
Escola Estadual: 0 (0%)
Escola Federal: 0 (0%)
Universidade Federal: 0 (0%)
Universidade Estadual: 0 (0%)
Instituto Federal: 1 (100%)
Outros: 0 (0%)

9 – OUTROS :

MUSEUS – 0 (0%)
LABORATÓRIOS – 0 (0%)
OUTROS – 0 (0%)

PRIVADOS – 0 (0%)
PÚBLICOS – 0 (0%)

9.1 – PRIVADOS (VÍNCULOS):

Pessoais: 0 (0%)
Escolas: 0 (0%)
Universidades: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

9.2 – PÚBLICOS (VÍNCULOS):

Escola Municipal: 0 (0%)
Escola Estadual: 0 (0%)
Escola Federal: 0 (0%)
Universidade Federal: 0 (0%)
Universidade Estadual: 0 (0%)
Instituto Federal: 0 (0%)
Outros: 0 (0%)

10 – CRONOLOGIA DE SURGIMENTO CONFORME AS DÉCADAS:

até séc. XIX – 0
1900 – 0
1910 – 0
1920 – 0
1930 – 0
1940 – 0
1950 – 0
1960 – 0
1970 – 0
1980 – 0
1990 – 1
2000 – 4
2010 – 7
Total: 12

Instituições e equipamentos catalogados:

– Clube Dorense de Astronomia Órion (CDA ÓRION) 
– Observatório Scorpio
– Clube de Astronomia do IFS Campus Lagarto (CAILA) 
– AstroIFS 
– Grupo de Eventos Astronômicos de São Cristóvão (GEASC)
– Planetário da CCTECA Galileu Galilei 
– Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE) 
– Grupo de Astrofísica da UFS (ASTROUFS)
– Grupo de Astronomia Johannes Kepler (GAJK)
– Clube de Astronomia do CODAP – UFS
– Tardis – Clube de Astronomia de Estância
– Grupo de Astronomia Singularidade (GAS)

Fontes de busca:
– Site da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)
– Acervo Astronômico – Edvaldo Trevisan
– Facebook – busca geral
– Orkut – busca geral
– ABP – Associação Brasileira de Planetários
– Clubes e Associações de Astronomia do Brasil – Rodolfo Langhi
– Anuários de Astronomia – 1981 a 2013 – Ronaldo Rogério de Freitas Mourão

Autores do levantamento:
– Saulo Machado
– Cláudio Azevedo
– Vinícius dos Santos
GaeA – Grupo de Apoio em Eventos Astronômicos

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Texto: Reproduzido de GAEA

Fontes: CENSO BRASILEIRO DE INSTITUIÇÕES ASTRONÔMICAS EDIÇÃO 2018 – RESULTADO GERAL. Disponível em: http://gaea-astronomia.blogspot.com/2018/05/censo-brasileiro-de-instituicoes_30.html  , acesso 14 Dec. 2019. (Conteúdo arquivado no Wayback Machine em 14/12/2019:  https://web.archive.org/web/20191215014033/http://gaea-astronomia.blogspot.com/2018/05/censo-brasileiro-de-instituicoes_30.html ).

Censo Brasileiro de Instituições Astronômicas – SERGIPE (2018). Disponível em: http://gaea-astronomia.blogspot.com/2018/05/censo-brasileiro-de-instituicoes_24.html  , acesso 14 Dec. 2019. (Conteúdo arquivado no Wayback Machine em 14/12/2019:  https://web.archive.org/web/20190426215802/http://gaea-astronomia.blogspot.com/2018/05/censo-brasileiro-de-instituicoes_24.html ).

RELATÓRIO VI SEASE

RELATÓRIO

VI SEMANA DE ASTRONOMIA DE SERGIPE

A VI Semana de Astronomia de Sergipe (VI SEASE) foi realizada em São Cristóvão/SE e Aracaju/SE, nos dias 29 de Novembro a 04 de Dezembro de 2015. No dia 29 de Novembro as atividades iniciaram com visita ao planetário da CCTECA, mas a abertura oficial aconteceu no dia 30 de Novembro no Auditório do departamento de Letras da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Todas as demais atividades do evento ocorridas nos dias 30 de Novembro a 04 foram realizadas na didática VI Sala 104 (UFS) e no auditório de Letras (UFS), no Bairro Jardim Rosa Elze, São Cristóvão/SE. O Encontro contou com a participação de astrônomos amadores e profissionais, estudantes e entusiastas da astronomia e astronáutica de Sergipe e de outros estados do Brasil.

Figura 1: Cartaz de divulgação do evento, elaborado pelo setor da comunicação da SEASE.

A “I Semana de Astronomia de Sergipe (I SEASE)” ocorreu no período de 29 a 3 de Dezembro de 2010, na cidade de Aracaju, na Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei), no estado de Sergipe.

A “Semana SEASE” surgiu com o objetivo de homenagear o “dia do Astrônomo”, 2 de Dezembro, a data coincide com o aniversário do imperador Dom Pedro II, que era um conhecido incentivador da Astronomia, além disso, é aniversário do Prof. Augusto Cesar, sócio fundador da SEASE (Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe). O objetivo da “Semana SEASE” é integrar os grupos de astronomia e desenvolver ações que visem à popularização, o ensino e a pesquisa em Astronomia em Sergipe. A carência nesta região, em relação a esta ciência, é conhecida por todos. Os grupos de Astronomia são, em muitos casos, os únicos organismos com os quais a sociedade pode contar para sua difusão. Mas a atuação dos grupos sem apoio institucional tem um alcance bastante limitado. Por isso, os encontros objetivam também, estreitar os laços entre as associações de astronomia e as instituições que tenham a finalidade de promover a educação e a cultura.

O evento VI SEASE foi realizado pela Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE) por meio de sua presidente Hellen Larissa Nascimento Chaves e demais membros da diretoria e sócios, pela Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei) representada por seu diretor Augusto Cesar Silva Almeida, tendo o apoio do Departamento de Física/Astronomia da (UFS), representado pelo Professor Dr. Sérgio Scarano Jr., pelo Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Aracaju – representado pela Professora Drª. Elza Ferreira Santos e da Fundação de Apoio à Pesquisas e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE). Logomarcas das instituições organizadoras e apoiadoras, abaixo:

Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE)

Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei)

Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Instituto Federal de Sergipe (IFS)

Fundação de Apoio à Pesquisas e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE)

A abertura se deu às 10h40 do dia 30 de Novembro. Autoridades ligadas à organização e realização do evento que compuseram a cerimônia de abertura: o Vice-Presidente da SEASE Jaelsson Lima, a Tesoureira da SEASE Ívina Mittaraquis e o coordenador da CCTECA Augusto Cesar. O Vice-Presidente deu como iniciado o evento e Ívina abriu falando sobre o histórico das “Semanas SEASE”, de sua importância, e da programação e construção da própria “VI SEASE”, além de fazer um apanhado efêmero da SEASE e de sua história. Jaelsson fez uma breve explanação e das expectativas para o decorrer do evento e assim passou a palavra para o prof. Augusto. Augusto começou falando sobre toda a trajetória da astronomia em Sergipe até a criação da SEASE como instituição. O primeiro grupo de Astronomia do estado foi fundado por ele em meados de 1991, enquanto o mesmo era estudante de Física Licenciatura e Presidente do Centro Acadêmico de Física (CAFIS/UFS), onde ficava a também a sede do grupo. O nome era – Grupo de Astronomia Johannes Kepler (GAJK), que se reunia em locais (a exemplo do auditório do CCBS, CAFIS e outros) da própria Universidade para fazer grupos de estudos e divulgação, convidando palestrantes para expor temas relacionados. O grupo também fazia intercâmbio em busca de aprendizado e também divulgando seus trabalhos, com o Grupo de Alagoas, O CEAAL. Em 2001 com ajuda de amigos e colegas, decidiram criar uma entidade permanente e que pudesse levar a Astronomia a todos no Estado. Dessa forma em 10/11/2001 foi criada e registrada a Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE), pelos sócios fundadores Augusto Cesar Almeida, José Alípio Neto, Luiz Eduardo, Clorivaldo Campos e José Maurício de Andrade. Conforme a comunicação do professor Augusto, a Sociedade ficava alojada na casa de uns dos cofundadores “José Alípio” e após sua morte se transferiu e ficou instalada no Esporte Club Cotiguiba até 2009. No mesmo ano com a fundação da Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA-Galileu Galilei) passou a atuar em parceria. Durante esse tempo todo de sociedade foram realizados dois eventos em nível nacional, o V Encontro Interestadual Nordestino de Astronomia (V EINA) em 2009 e o XV Encontro de Astronomia do Nordeste (XV EANE) em 2015, além de ter feito de forma mais relevante como pesquisa o trânsito de Mercúrio, de Vênus e o eclipse total do Sol em Rio Grande do Norte (RN). Augusto ainda fez uma importante ressalva para não cometer uma grande injustiça, apesar de ser conhecido por praticamente todos como o fundador da astronomia em nosso estado, ele citou que o primeiro astrônomo amador de Sergipe foi Fernando Figueredo. Para finalizar o mesmo abordou um pouco da astronomia amadora no Brasil citando feitos de contribuições de forma profissional.

Figura 2: O prof. Augusto Cesar durante seu pronunciamento na cerimônia de abertura, na VI SEASE.

A palestra “Um panorama das contribuições e história da Astronomia Amadora: no Mundo, no Brasil e em Sergipe com ênfase na SEASE” com Hellen Chaves (Presidente da SEASE), que estava programada após a cerimônia de abertura foi cancelada, devido a imprevistos, assim, finalizaram-se as atividades do período da manhã.

As atividades retonaram após o almoço, às 14h10, com a oficina da estudante de Física Bacharelado na UFS e tesoureira da SEASE Ívina Mittaraquis, com o tema “Espectroscopia: Construindo seu próprio Espectroscópio!”.

Nesta oficina foi feita uma abordagem das propriedades físicas da luz, explicando os espectros como: contínuo(onde tem vários comprimentos de onda), de emissão (nesse espectro apenas alguns comprimentos de onda estão presentes) e de absorção (tem alguns comprimentos de onda do contínuo removidos), além de explorar os efeitos da luz passando por diferentes filtros. Por fim, foi a hora de colocar a mão na massa e cada participante fez um espectroscópio caseiro, usando os seguintes materiais: tesoura, papel, caneta, régua, CD, fita adesiva, estilete e seguindo os passos e técnicas passadas na oficina.

Figura 3: Apresentação da oficina com a palestrante Ívina Mittaraquis, na VI SEASE.

Depois da oficina, tivemos uma pausa para o coffee break e em seguida, às 16h50, deu inicio o primeiro dia do minicurso com o Prof. Dr. Roberto Saito (DFI/UFS), intitulado de “Astrobiologia”.

No início foi feita umas das perguntas mais fundamentais “o que é vida?” e em destaque para as tentativas de respostas de grandes personalidades da “literatura” em diferentes épocas, a exemplo de Aristóteles, Schrödinger, Carl Sagan, entre outros. Foi abordada ainda a tentativa de detectar vida extraterrestre inteligente pelo projeto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), foram apresentados também os elementos químicos em que se baseia a vida (elementos biogênicos): Carbono, Hidrogênio, Nitrogênio, Oxigênio, Enxofre e Fósforo. Outra ideia explicada a ideia da Panspermia (onde a vida na terra tenha origem numa contaminação externa). Ainda foi abordada a missão Rosseta, o experimento de Miller Urey com aminoácidos, extremófilos tendo como o exemplo do tardígrado.

Figura 4: Uma das imagens com o Prof. Dr. Roberto Saito (DFI/UFS), no primeiro dia na apresentação do minicurso intitulado: “Astrobilogia”, na VI SEASE.

Figura 5: Outra imagem com o Prof. Dr. Roberto Saito (DFI/UFS), durante sua apresentação no primeiro dia do minicurso intitulado: “Astrobilogia”, na VI SEASE.

O primeiro dia de evento foi finalizado com uma observação com telescópios em frente ao Departamento de Química (DQI) na UFS.

No segundo dia, 01 de Dezembro de 2015, as atividades começaram às 10h03, com a palestrante Profª. Pauline McGinnis (UFMG) com o tema: “Como nascem as estrelas?”.

A abordagem inicial foi sobre o processo de protoestrelas, que possui um objeto central, um disco de poeira, um envelope denso de poeira, um jatos bipolares e são observados apenas no comprimento de onda do infravermelho. Outra abordagem foi sua evolução no diagrama Hertzsprung-Russel (H-R). E o momento angular foi o destaque, já que ele não é conservado como os modelos prevêm. Foram destacados as estrelas T-Tauri e linhas de emissão e absorção de uma estrela tipo o Sol. Acreção magnetosférica, ventos e jatos foram os outros tópicos abordados. Por último as estrelas de Ae/Be de Herbig e formação dos planetas. Enfim, ao elaborar um breve panorama da formação de uma estrela (estrela tipo o Sol), a palestrante destacou que é preciso os seguintes passos: 1- existir uma nuvem molecular, 2- acontecer um colapso gravitacional com certa quantidade de matéria desta nuvem, 3- surgirem em as protoestrelas, 4- evoluírem para as estrelas T-Tauri, 5- estrelas de pré-sequência principal e 6- finalmente a estrela é formada.

Figura 6: Profª. Pauline McGinnis (UFMG), com a palestra intitulada: “Como nascem as estrelas?”.

Figura 7: Profª. Pauline McGinnis (UFMG), tirando dúvidas dos participantes após sua apresentação, na VI SEASE.

As atividades retonaram após o almoço, às 14h, com a palestra muito polêmica e bastante aguardada com o Prof. Dr. Mário Everaldo (DFI/UFS), intitulada “A Teoria do Big Bang está indo pro brejo”.

Nesta palestra foi feito um apanhado de afirmações contrárias a Teoria do Big Bang. A matéria Escura não bariônica de natureza desconhecida deve ser o principal ingrediente principal de todo o Universo, porém até o momento todos os experimentos têm descartados qualquer partícula de Matéria Escura com massa abaixo de 10 GeV. Galáxias que não deveriam existir, pois recentemente astrônomos descobriram galáxias de 13,1 Gy e 13,2 Gy, o que não condiz com a teoria. Resultados recentes contra a Teoria da Inflação, que tem como previsão a isotropia do Universo, porém estudos minuciosos de Barrow e Liddle de 1997 mostram que o universo tem rotação em escala. O satélite Planck mostrou que a Radiação de Fundo tem flutuações anisotrópicas de forma significantes e ainda em 2012 um estudo das direções de rotação de galáxias espirais confirmam a rotação do Universo em larga escala. Dos Resultados recentes contra a energia escura, a constante cosmológica é a ideia principal para a energia escura, porém o parâmetro w da equação de estado do fluido cósmico tem que ser exatamente igual a -1, mas o último resultado do experimento Pan-STARRS encontrou w=-1,186 em estudos de supernovas, o que causa uma grande discrepância na equação de estado. Outro problema questionado foi o da formação de Estruturas muito grandes para terem se formado na escala de tempo da Teoria do Big Bang, de acordo com essa teoria no começo o Universo era quase perfeitamente homogêneo e as estruturas se formaram gradualmente a partir de estrelas, depois galáxias e posteriormente em aglomerados e super aglomerados de galáxias. Porém estruturas cada vez maiores têm sido descobertas referentes a épocas mais antigas, a exemplo de uma enorme estrutura de quasares de tamanho de cerca de 3 bilhões de anos-luz pela equipe de astrônomos liderada por Roger Clowes, o que não corresponde com a teoria. E ainda o pesquisador Eric J. Lerner (cientista americano especialista em “física de plasmas”) as quais mostraram recentemente que se forem levadas em conta as baixas velocidades relativas de galáxias, as grandes estruturas de galáxias teriam sido formadas somente 100 bilhões de anos após o Big Bang. A maior estrutura do universo é formada entre os super aglomerados de Hércules e Corona Borealis e tem cerca de 10 bilhões de anos de comprimento, foi descoberta em 2013 pelo astrônomo Jon Kakkila. Uma estrutura tão grande como essa só poderia ser formada após 200 bilhões de anos, ou seja, não condizente com o modelo atual.

Figura 8: Palestra com o Prof. Dr. Mário Everaldo com o tema: “A Teoria do Big Bang está indo pro brejo”, na VI SEASE.

Figura 9: Professor Dr. Mário Everaldo com o tema: “A Teoria do Big Bang está indo pro brejo”, na VI SEASE

Depois da polêmica palestra, uma pausa para as perguntas e coffee break.

Figura 11: Fotos do coffee break. após o termino da palestra com Mário Everaldo, no segundo dia de evento.

No encerramento do segundo dia, foi a vez da oficina prática “Manuseio de Telescópios e Reconhecimento do Céu”, sob-responsabilidade de Jaelsson Lima (Vice-Presidente da SEASE e do aluno de Física Bac. com Habilitação em Astronomia na UFS) com apoio dos sócios(as): Thaynara Santos, Emerson Amaral, João Victor, Liliane Martins, Ivo Matias e Italo Mello.

Nesta oficina foi feita uma abordagem sobre os tipos de telescópios existentes (Refratores, Refletores e Catadióptricos (Mistos)), introduzindo vantagens e desvantagens em cada tipo. Foi falado também sobre os tipos de montagens (Equatorial e Azimutal), além das propriedades físicas (Aumento, Distância Focal, etc.) e explicações de como fazer um acompanhamento dos astros para cada tipo de óptica e montagem. Por último, foi à vez de colocar em prática as explicações, os participantes colocaram em prática o conhecimento adquirido e fizeram a localização do alvo – adesivo previamente colocado em um local estratégico, já que a oficina era na parte do dia e não permitira fazer com alvos (astros) reais, assim, concretizando o aprendizado da parte física das lentes.

Figura 12: Uma das fotos da oficina prática “Manuseio de Telescópios e Reconhecimento do Céu”, na VI SEASE.

Figura 13: Outra imagem da oficina prática “Manuseio de Telescópios e Reconhecimento do Céu”, na VI SEASE.

No terceiro dia de evento, 02 de Dezembro, às 14h, iniciaram-se as atividades do dia com a palestra do Prof. Dr. Allyson Oliveira (DMA/UFS), cujo tema foi “Configurações Centrais na Mecânica Celeste”.

Nesta palestra a abordagem ficou por conta do problema de N corpos e N massas pontuais, sujeito apenas às forças gravitacionais Newtonianas. Foi feita ainda uma efêmera exploração dos problemas de 2 corpos, de 3 corpos e mais corpos, sendo em alguns deles tendo a solução analítica para caso particulares, a depender das configurações centrais, exceto no caso do problema de 2 corpos, já que sua solução geral analítica é completa. Por fim, o pesquisador usou de simulações por meio de Gifs para melhor visualizar os efeitos geométricos de tais configurações centrais abordadas.

Figura 14: Palestrante Prof. Dr. Allyson Oliveira (DMA/UFS) durante sua apresentação, na VI SEASE.

Figura 15: O Prof. Dr. Allyson Oliveira (DMA/UFS) fazendo a demonstração geométrica durante sua apresentação, na VI SEASE.

As atividades retonaram após a pausa para o coffee break, às 16h44, com o segundo dia do minicurso “Astrobilogia”, com apresentação do Prof. Dr. Roberto Saito.

Neste dia foi retomada a questão dos elementos biogênicos, extremófilos. Outro destaque foi a questão das zonas habitáveis, desde o nosso sistema solar em outras estrelas e até mesmo na própria Galáxia. Foram explorados ainda temas como: supernovas, metalicidades estelares, e busca por vidas no nosso Sistema Solar: a exemplo do planeta Marte e das luas geladas de Júpiter e Saturno – Europa, Enceladus, Titan, etc.

Figura 16: Imagem do Prof. Dr. Roberto Saito (DFI/UFS) no segundo dia da apresentação do minicurso intitulado de “Astrobiologia”, durante a VI SEASE.

O terceiro dia foi encerrou-se com as observações com telescópios em frente ao DQI/UFS.

No quarto e penúltimo dia, 03 de Dezembro, às 10h05, iniciaram-se as atividades com o minicurso do prof. Augusto Cesar (Coordenador da CCTECA), cujo tema foi “Astronomia – do básico ao prático”.

Foi feita uma abordagem dos equipamentos básicos para o astrônomo amador – telescópios, lentes, lunetas, binóculos, tripés, cartas celestes, catálogos (Messier, NGC), programas astronômicos, laser verde, filtros, e outros. Um dos tópicos foi o modo de como observar – estrelas, planetas, luas naturais e satélites artificiais, aglomerados, nebulosas, galáxias, eclipses, cometas, asteroides, meteoros, constelações, etc. foram explorados também as características de estrelas, planetas, luas, cometas e outros corpos celestes.

Figura 17: Minicurso com Augusto Cesar (Coordenador da CCTECA) cujo tema foi “Astronomia – do básico ao prático”, na VI SEASE.

Figura 18: Minicurso com Augusto Cesar (Coordenador da CCTECA) cujo tema foi “Astronomia – do básico ao prático”, na VI SEASE.

No retorno do almoço, às 14h, teve a última etapa das atividades do penúltimo dia da VI SEASE. Na primeira parte, decorreu uma das palestras bastante aguardada, com a Profª Mariana Morais (UFS) junto com o Prof. Wildson Aragão (UFS), com o título: “Clima e Aquecimento na Terra”.

Esta palestra foi proferida a partir de explanação com argumentos biológicos da palestrante e com argumentos físicos do palestrante, o que deixou a palestra bastante dinâmica e rica em conhecimento. Foi feita uma abordagem do nosso ecossistema, e análise da atmosfera através de estudos já conhecidos. Outros pontos abordados foram: a radiação solar e sua influência na Terra, nos oceanos e influência do clima global; o Efeito Estufa e o desequilíbrio do clima – causando impactos ambientais, a exemplo da falta de abelhas na polinização das flores, etc.; o aumento da temperatura média no planeta e como esse crescimento tem se mostrado preocupante nas últimas décadas; o aceleramento da temperatura global de forma acentuada após a revolução industrial. Por último, foram colocados em destaque o aumento do nível dos oceanos nas últimas décadas, o avanço do desmatamento e a consequência disso tudo para Terra e sem deixar de lembrar-se da Conferência do Clima que estava sendo realizada em Paris na França na semana da palestra.

Figura 19: Prof. Wildson Aragão durante sua participação na palestra “Clima e Aquecimento na Terra”, na VI SEASE.

Figura 20: Profª. Mariana Morais durante sua participação na palestra: “Clima e Aquecimento na Terra”, na VI SEASE.

Em seguida, houve uma pausa para o coffee break,logo após aconteceu a última apresentação do Professor Roberto Saito (DFI/UFS) com o minicurso sobre “Astrobiologia”, às 16h30.

Neste último dia de minicurso a abordagem ficou para o tipo de vida que conhecemos, tendo como foco maior os exoplanetas (podendo ser acompanhado suas últimas atualizações em: http://exoplanet.eu/), destacando-se a missão Kepler e informando os principais exoplanetas com potencial de ser habitado. Outros destaques ficaram para telescópios e técnicas, VLT, Subaru, E-ELT (que está previsto para funcionar em 2022) e por último para finalizar o minicurso a abordagem ficou no paradoxo de Fermi e a equação de Drake (equação que diz respeito à probabilidade de existir vidas extraterrestres com o poder de comunicação, em nossa Galáxia).

Figura 21: Imagem do Prof. Dr. Roberto Saito (DFI/UFS) no último dia da apresentação do minicurso intitulado de “Astrobilogia”, durante a VI SEASE.

Figura 22: Imagem após o fim do minicurso de “Astrobiologia”, onde houve um grande debate entre o público com assuntos relacionados ao minicurso apresentado, durante a VI SEASE.

Após o minicurso, houve a última observação planejada com telescópios, em frente ao Departamento de Química (DQI/UFS), assim, finalizaram-se as atividades do dia.

Figura 23: Observações com telescópios em frente ao DQI/UFS em 03 de Dezembro de 2015 na VI SEASE.

Figura 24: Observações com telescópios em frente ao DQI/UFS em 03 de Dezembro de 2015 na VI SEASE.

No último dia do evento, 04 de Dezembro de 2015, às 10h da manhã, ocorreu o último dia do minicurso com Augusto Cesar (Coordenador da CCTECA) cujo tema foi “Astronomia – do básico ao prático”.

Neste último dia de minicurso a explanação ficou com as explicação detalhado dos eclipses, cometas, asteroides, meteoros e meteoritos, constelação, em seguida passou a explorar medidas importantes na astronomia – a exemplo do Parcecs (pc), Unidades Astronomica (u.a) e anos-luz (ly), medidas de ângulos (grau, segundo de arco e derivados). Por fim, dicas de como avaliar um binóculo, um telescópio.

Figura 25: Último dia do minicurso com Augusto Cesar (Coordenador da CCTECA) cujo tema foi “Astronomia – do básico ao prático” na VI SEASE.

Figura 26: Último dia do minicurso com Augusto Cesar (Coordenador da CCTECA) cujo tema foi “Astronomia – do básico ao prático” na VI SEASE

Após o final do minicurso, houve o pronunciamento de encerramento do evento. Os representantes presentes das instituições participantes foram Jaelsson S. Lima Vice-Presidente da SEASE e Augusto Cesar S. Almeida Coordenador da CCTECA e sócio fundador da SEASE. Augusto fez uma homenagem ao Vice-Presidente pelo seu empenho no evento e Jaelsson agradeceu a todos os presentes e àqueles que estiveram na organização do evento desde o inicio e se desculpou por alguns imprevistos que aconteceram na realização do mesmo. Jaelsson ainda acrescentou falando um pouco do evento e da sua importância, sendo assim o mesmo declarou de forma oficial o encerramento de todas as atividades relacionadas e, por conseguinte, a VI SEASE.

Agradecimentos: Nossos profundos agradecimentos a todos aqueles que de forma direta ou indireta contribuíram para a realização da VI SEASE e em especial: À Ívina Mittaraquis pelo seu envolvimento, desde elaboração do evento até o último dia de sua execução, à Dinorah Barbosa pelo grandioso empenho e por ter desperdiçado seu precioso tempo em inúmeras questões burocráticas, à Hellen Chaves que também esteve envolvida no processo de elaboração do evento, a Jaelsson Lima que também foi participativo, à Willian Caires por também ter nos auxiliado, à Guthierre Ferreira do setor da comunicação, por ter elaborado o cartaz do evento, ao Dr. Sergio Scarano Jr. por ser nosso representante na UFS e a todos os palestrantes que aceitaram o nosso convite.

ANEXOS:

Na realização da VI Semana de Astronomia de Sergipe (VI SEASE) fizeram parte da Comissão organizadora: Hellen Larissa S. N. Chaves (Presidente da SEASE), Jaelsson S. Lima (Vice-Presidente da SEASE), Dinorah Barbosa da F. Teixeira (Secretária Geral da SEASE), Ívina Siqueira Perrucho Mittaraquis (Tesoureira da SEASE), Silvio Willian Caires Batista (Secretário de comunicação da SEASE), Guthierre Ferreira Araujo (Sócio da SEASE e do Setor da comunicação), Augusto Cesar S. Almeida (coordenador da CCTECA e sócio da SEASE), Drª. Elza Ferreira Santos (Professora do IFS – Campus Aracaju) e Dr. Sérgio Scarano Jr. (Professor do DFI-Astronomia/UFS).

Resumo da VI SEASE em números:

18 Inscritos (10 homens e 8 mulheres),

12 participantes (7 homens e 5 mulheres) + 25 outros compareceram para nos prestigiar (19 homens e 6 mulheres),

15 palestrantes (10 homens e 5 mulheres),

4 palestras, 2 oficinas e 2 minicursos,

Comissão organizadora: 9 componentes (5 homens e 4 mulheres),

R$ 839,35 foram todos os gastos contabilizados.

Obs.: Uma das palestras foi apresentada por 2 pessoas (1 homem e 1 mulher) e uma das oficinas foi apresentada por 7 pessoas (5 homens e 2 mulheres).

Outras informações relacionadas:

Nosso site: http://sease.org.br/

Página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/visease

Nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/sease.astronomia

Nosso canal oficial no Youtube: https://www.youtube.com/c/SeaseAstronomia

Nossa página no Twitter: https://twitter.com/sease_astro

Versão PDF do Relatório da VI SEASE: RELATÓRIO VI SEASE (No W.M. RELATÓRIO VI SEASE)

São Cristóvão, 23 de Dezembro de 2015.

Revisores do texto: Profª. Drª. Elza Ferreira, Prof. Augusto Cesar e Dinorah Barbosa.

Texto: Jaelsson S. Lima

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Texto: Reproduzido da página da SEASE.

Fontes: VI Semana de Astronomia de Sergipe. (Conteúdo arquivado no Wayback Machine em 03/05/2016 https://web.archive.org/web/20160503041929/http://sease.org.br/relatorio-vi-sease/).

Palestrantes da VII SEASE

Categoria: Palestras

O Prof. Dr. Mário Everaldo de Souza terá presença marcada na VII SEASE aonde ministrará uma palestra.

Tema: Oscilações de Neutrinos Indicam a Existência da Quinta Força da Natureza

Possui graduação em Física pela Universidade Federal de Pernambuco (1977), mestrado em Física pela Universidade Federal de Pernambuco (1982) e doutorado em Física – University Of Illinois At Chicago (1990). Atualmente é prof. associado 2 da Universidade Federal de Sergipe. Trabalha em Fenomenologia de Partículas Elementares e em Astrofísica, atuando principalmente nos seguintes temas: Higgs boson, compositeness of quarks, baryon structure, mesons pesados, energies of baryons, fundamental interactions e rotação das galáxias espirais.

Mais informações:  http://lattes.cnpq.br/1772039355170349http://www.primons.com/

O Prof. Dr. Marcelo da Rosa Alexandre também vai marcar presença na VII SEASE ministrando uma palestra.

Com o tema: Matéria Orgânica em Meteoritos: Entendendo a Origem da Vida

Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Química pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999), doutorado em Química pela Universidade Federal de Santa Catarina (2006). Trabalhou como pesquisador técnico na Brown University – USA. Trabalhou no ensino médio como professor de Química. Tem experiência na área de Química Analítica, Oceanografia Química, Astrobiologia, Paleoclimatologia e Química Ambiental. Possui vasto conhecimento em cromatografia gasosa acoplada com espectrômetro de massa, FID, ECD, TCD bem como IRMS e Análise Elementar. Também possui bom conhecimento em cromatografia liquida acoplada a espectrometria de massas, DAD e FLD. Possui conhecimentos teóricos em análises de IR, RMN C e H, UV-VIS, TGA e ICP-MS. Tem atuado principalmente nos seguintes temas: Química analítica, oceanografia química, biomarcadores, poluentes orgânicos, matéria orgânica em meteoritos, análise isotópica, VOC entre outros relacionados a química ambiental.

Mais informações: http://lattes.cnpq.br/4575013676379643

O graduando Marcus Vinicius Grilo da Silva irá marcar presença na VII SEASE ministrando uma palestra.

Com o tema: Obtenção de parâmetros estelares através do ajuste de espectros sintéticos.

Formando na graduação do curso Bacharelado em Física com Habilitação em Astronomia na Universidade Federal de Sergipe. Fez um ano de iniciação científica na área de formação estelar, com o estudo de eventos de acreção magnetosférica em estrelas jovens de baixa massa. Atualmente realiza pesquisa no mesmo tema, orientado pelo professor Marcelo Medeiros Guimarães.

A Presidente da SEASE Hellen Chaves vai nos honrar com uma palestra em conjunto com a Dra. Elza Ferreira Santos durante a VII SEASE.

Com o Tema: Um panorama das contribuições e história da Astronomia

Elza Ferreira Santos: Possui graduação em Licenciatura Letras Português pela Universidade Federal de Sergipe (1993), mestrado em Mestrado em Ciências da Educação pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (2006) reconhecido pela Universidade Federal da Bahia, doutorado em Educação pela Universidade Federal de Sergipe (2013) com estágio de doutoramento na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (2012). Atualmente é professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe. Tem experiência na área de Educação e de Língua Portuguesa. Seus interesses em pesquisa relacionam-se aos temas Relações de Gênero, Educação Profissional, Literatura, Psicanálise.

Mais informações:http://lattes.cnpq.br/2729412597740900

Hellen Larissa Nascimento Chaves: Presidente da SEASE, apaixonada por Astronomia, o foco é aprender e dividir o conhecimento sobre essa ciência com a sociedade. “Em 2007 com 11 anos tive minha primeira aula de astronomia na Chapada Diamantina-BA. Sonho em trabalhar como engenheira aeroespacial no JPL (Jet Propulsion Laboratory)”. Uma das coordenadoras dos projetos “Astronomia sob os céus de Sergipe e “O céu para os olhos e para os saberes do povo sergipano” e fez parte da Coordenação do XV EANE que trouxe a Astrônoma Rosaly Lopes da NASA entre outros para Aracaju. Além de realizar usualmente palestras com temas em Astronomia nas escolas do Estado. Faz Física Bacharelado na Universidade Federal de Sergipe.

O Prof. Nilson Silva Santos também vai marcar presença na VII SEASE ministrando uma palestra.

Com o tema: O Desenvolvimento da Astronomia Amadora em Sergipe: Das Origens Históricas às Perspectivas Futuras

Possui graduação em Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe (2003). Atualmente é estatutário vinculado à SEED/SE, atuando como professor titular de Geografia no Ensino Fundamental e Médio, no Colégio Estadual General Calazans; tem experiência na área de Ciências Ambientais, com ênfase em Educação Ambiental; atua na área de Astronomia amadora, como fundador e coordenador do Clube Dorense de Astronomia Órion (2008); realiza trabalhos de oficina de construção e lançamento de foguetes didáticos para professores e estudantes, com ênfase em Astronáutica; pós-graduando em Educação Ambiental pela Faculdade Atlântico-SE e Ensino de Astronomia pela Universidade Cruzeiro do Sul-SP; palestrante nas áreas de meio ambiente e ciências espaciais; bolsista do Programa Astronomia e Astronáutica do MEC/MCT/AEB.

Mais informações: http://lattes.cnpq.br/1889338298664199http://cdaorion.blogspot.com.br/

O Me. Guthierre Ferreira Araújo vai marcar presença na VII SEASE ministrando uma palestra.

Com o tema: Extensão e Interdisciplinaridade: A Astronomia no Ensino Médio – A Experiência do Instituto Federal de Sergipe

 Mestre pela Pós Graduação de Geografia da Universidade Federal de Sergipe. Técnico do Instituto Federal de Sergipe. Coordenador do projeto PIBEX/IFS: AstroIFS – O Universo em Perspectiva. Coordenador da pesquisa PPTAE/IFS: Estudos Astrométricos e Astrofísico a Partir do Monitoramento por Imageamento Automático De Meteoros. Graduou-se no ano de 2012 em Geografia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Realizou duas mobilidades acadêmicas, a primeira na Universidade Federal do Ceará em Fortaleza, 2010-2011, onde foi integrante do Laboratório de Estudos Agrários e Territoriais – LEAT, o segundo na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) onde participou como aluno especial das atividades do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária – NERA . Participa do Grupo de pesquisa Milton Santos – GEPMITS. Desenvolveu três pesquisas entre 2009 e 2011, sendo a primeira financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa em Alagoas (FAPEAL) a segunda pelo Programa de Incentivo a Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq/UFAL) e a terceira pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Pesquisa-Ação. Seus trabalhos focalizam as seguintes linhas temáticas: Produção do Espaço; Políticas Públicas, Desenvolvimento Territorial, Conflitos Territoriais e Formação Humana. Trabalhou como Auxiliar de Pesquisa no PNERA II (Pesquisa Nacional da Educação da Reforma Agrária) vinculada ao IPEA em parceria com o INCRA/UNESP. Trabalhou durante 2013 como Tutor a distância no Programa Universidade Aberta de Brasil CESAD-UFS. Em 2016 pela coordenação do projeto (AstroIFS) conseguiu implantar a primeira estação de monitoramento de meteoros do estado de Sergipe.

Mais informações: http://lattes.cnpq.br/1505721701028137

O Prof. Dr. Tiago Ribeiro de Souza também vai marcar presença na VII SEASE ministrando uma palestra.

Com o tema: Telescópios Robóticos

Possui graduação em Física Bacharelado pela Universidade Federal de Santa Catarina (2005), mestrado em Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007) e doutorado em Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (2011). Atualmente é professor efetivo da Universidade Federal de Sergipe e faz parte do núcleo de Pós-Graduação em Astrofísica. Tem experiência na área de Astronomia, com ênfase em Astronomia, atuando principalmente nas áreas de astrofísica estelar e instrumentação astronômica.

Mais informações: http://lattes.cnpq.br/7564228630725113

 O Prof. Dr. Armando Bartolome Bernui Leo marcará presença na VII SEASE ministrando uma palestra via vídeo conferência.

Com o tema: Sobre Cosmologia (A definir)

possui graduação em Fisica – Universidad Nacional de Ingenieria (1981), mestrado em Física – Matemática – Scuola Internazionale Di Studi Superiori Avanzati (1985) e doutorado em Física – Matemática – Scuola Internazionale Di Studi Superiori Avanzati (1990). Pesquisador do Observatório Nacional (RJ), tem experiência nas áreas de Física-Matemática e Cosmologia, com ênfase na cosmologia observacional, atuando principalmente nos seguintes temas: estrutura em grande escala do universo (Oscilações Acústicas de Bárions), e propriedades fundamentais da Radiação Cósmica de Fundo, tais como sua distribuição angular (isotropia estatística) e suas propriedades estatísticas (Gaussianidade).

Mais informações: http://lattes.cnpq.br/6926651124954505,

Categoria: Workshops

O graduando em Física Emerson Mendonça Amaral marcará presença na VII SEASE ministrando um Workshop.

Com o tema: Aquisição e Manutenção de Telescópios

Graduado em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (2005). Atualmente faz graduação em Física Lic. pela Universidade Federal de Sergipe. Participou de projetos de extensões e iniciação científica na área de Astronomia, com o Prof. Sergio Scarano Jr.

Mais informações: http://lattes.cnpq.br/1701694624030599

A Profa. Edigenia Ferreira Santos  marcará presença na VII SEASE ministrando um Workshop, além de uma mini-apresentação na categoria Trabalhos Curtos.

Tema do Workshop: Técnicas de Fotometria Diferencial com Câmeras Acopladas a Telescópios

Possui graduação em Física pela Universidade Federal de Sergipe (1997), graduação em Direito pela Universidade Tiradentes (2011), especialização em Curso de Especialização Ensino de Ciências Física pela Universidade Federal de Sergipe (2004) e especialização em Esp. Automação Industrial e Controle de Processos pela Universidade Federal de Sergipe (2000). Atua como professora da rede pública de ensino básico e faz Mestrado Profissional do Ensino de Física na UFS.

Mais informações: http://lattes.cnpq.br/4302514059169258

A graduanda Dinorah Barbosa da Fonseca Teixeira e o graduando Italo Souza Meloirão marcar presença na VII SEASE ministrando um Workshop.

Com o tema: Recursos para Acessar Observatórios Virtuais

 Dinorah Barbosa da Fonseca Teixeira: Graduanda em Física Bacharelado na Universidade Federal de Sergipe, além de ser secretária geral da SEASE. Atualmente faz pesquisa na área de astrofísica com o Prof. Tiago Ribeiro de Souza.

Italo Souza Melo: Graduando no curso Bacharelado em Física com Habilitação em Astronomia na Universidade Federal de Sergipe. Atualmente faz pesquisa na área de astrofísica também com o Prof. Tiago Ribeiro de Souza.

Categoria: Trabalhos Curtos:

Na categoria Trabalhos os seguintes palestrantes e com seus respectivos temas farão apresentações na VII SEASE. (Obs.: Seria inviável elaborar descrições pessoais de cada palestrante nesta categoria)

Tarcísio Barreto: Astrofotografia e Recursos para Acompanhamento Sideral

Nilo Shirazi (Nafiseh Mirzajani): Persian Calendar (O Calendário Persa)

Alexsandra: As Constelações e a Mitologia: Conexões com a Psicologia

Walter Prado & Miqueline Aragão: Medindo  a Altura das Crateras da Lua

Edigênia Ferreira & Wildson de Aragão: O Tempo de Vida do Sol a partir da Medida da Constante Solar

Manoel Messias: Medidas da Velocidade da Luz Utilizando Observações de Júpiter e Simulações com o Stellarium

Fernando  Xerxes: Processo de Datação Geológica Usando Asteroides

Gabriel Alves: Extremófilos e a Exobiologia

Maria & Débora Matos: Termos Astronômicos em Libras

Jéssica Pereira: Calibração em Comprimento de onda com Espectrógrafo Caseiro

Thainá Aragão: XMM ao Alcance de Todos: Processo de Análise de Dados

 Ivina Mittaraquis: Como Obter Dados do Telescópio Gemini a fazer a Redução Utilizando o Pacote Ureka

Marissol Mwaba: Intercâmbio com colaborações internacionais para estudo da astronomia

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Texto: Reproduzido da página da SEASE.

Fontes: VII Semana de Astronomia de Sergipe. (Conteúdo arquivado no Wayback Machine em 08/05/2017 https://web.archive.org/web/20170508093541/http://sease.org.br/relatorio-vii-sease/, e em 16/08/2017: https://web.archive.org/web/20170816024905/http://sease.org.br/semana-sease/vii-sease-2016/palestrantes-da-vii-sease/).

Relatório do XV Encontro de Astronomia do Nordeste, pelo CAVT

Durante os dias 04, 05 e 06 de junho do ano de 2015 realizou-se na cidade de Aracaju/SE o XV Encontro de Astronomia do Nordeste. Este evento foi promovido pela Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe – SEASE, Casa da Ciência e Tecnologia de Aracaju – CCTECA e pelo grupo de astrofísica da Universidade Federal de Sergipe. Sendo realizado no auditório da reitoria da Universidade Federal de Sergipe.

Uma comitiva alagoana foi então organizada pelo Observatório Genival Leite Lima (OAGLL), como forma de divulgar as atividades voltadas à pesquisa e ensino de astronomia em nosso Estado neste evento. Esta comitiva foi chefiada pelo professor Adriano Aubert, diretor do OAGLL, sendo composta por sua esposa, Rosângela Silvestre, juntamente com outros membros do Observatório, dentre eles: Rose Dias, Roberta Dias, José Cláudio e Genisson Panta. Além destes, os coordenadores dos Clubesde Astronomia Valentina Tereshkova (CAVT), o professor Jenivaldo Lisboa, e Galileu Galilei (CAGG), o professor André Pereira, também confirmaram presença na viagem.

Membros do OAGLL com os coordenadores do CAVT e CAGG

O evento, por sua vez, contou com a participação de diversos pesquisadores de renome internacional como o professor João Steiner do Instituto Astrofísico Geográfico e de Ciências Atmosféricas (IAG) da USP e a professora Rosaly Lopes do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Agência Espacial Norte-Americana (NASA), entre outros. O evento teve início a partir das 17:30hs com a palestra do professor Marcelo Medeiros do Departamento de Física (DFI) da USP, a qual foi intitulada “O Cenário Atual da Formação Estelar”, a qual foi seguida por um show de música ao vivo e coquetel entre os participantes do evento.

Show musical com Marissol Mwaba

No dia posterior, as atividades começaram a partir das 8:00 hs com palestra proferida pelo professor Paulo Leme (IAG/USP) com o tema “Saturno: O Senhor dos Anéis”, seguida por sessões orais com membros de diversos grupos de astronomia no Nordeste. Posteriormente, às 11:00 hs, deu-se início à palestra do professor Mário Everaldo (DFI/USP) que discutiu sobre a inexistência da matéria escura em galáxias espirais. Ao término desta palestra, os membros foram para o almoço, retornando às 14:00 hs, onde foi ministrada uma palestra com a pesquisadora Rosaly Lopes, tendo por tema “Titã – A Lua Misteriosa de Saturno”, onde foram relatados alguns dados da missão Cassini que atualmente está ocorrendo nas proximidades do planeta Saturno.

Palestra com a pesquisadora Rosaly Lopes (JPL/NASA)

Em seguida, foi realizada a exposição dos pôsteres, a qual contou com a participação de membros da comitiva alagoana, sendo eles: os professores Jenivaldo Lisboa e André Pereira, os quais foram apresentar os trabalhos que estão sendo desenvolvidos pelo Clube de Astronomia Valentina Tereshkova na E.E. Muniz Falcão, em Cacimbinhas/AL; o membro do OAGLL, Genisson Panta, queapresentou seu trabalho sobre métodos fotométricos para o estudo de estrelas variáveis; Rose Dias, também membro do OAGLL, que apresentou seu trabalho sobre uso de sessões de baixo custo para planetários digitais; e Roberta Dias, também membro do OAGLL, a qual abordou a construção de um heliostato para o Observatório Astronômico Genival Leite Lima. Por fim, o pesquisador Alexandre Amorim iniciou seu minicurso a partir das 16:30hs, no qual abordou a observação visual, fotometria e parâmetros fotométricos, além da preparação para o eclipse lunar queacontecerá no dia 27 de setembro de 2015, ocasião em que a Lua está em perigeu, isto é, mais próxima da Terra, ocorrendo o fenômeno da Super Lua.

Professores Jenivaldo e André apresentando trabalho sobre o CAVT
Apresentação oral do prof. Adriano Aubert (OAGLL)

No terceiro dia de atividades, as palestras tiveram início às 8:00hs contando com a participação do pesquisador Cristóvão Jacques, o qual abordou o tema “A Astronomia no dia-a-dia”, onde foi enfocado aquilo que hoje é conhecido e aceito no sistema solar, juntamente com as atividades desenvolvidas no Observatório SONEAR. Logo após, o professor Paulo Leme, mestrando do IAG/USP, ministrou um minicurso sobre exoplanetas, abordando alguns estudos que já foram e estão sendo realizados destes planetas. Em seguida, foram realizadas as apresentações orais, dentre as quais, o professor Adriano Aubert (OAGLL) apresentou dois trabalhos. O primeiro deles voltado ao uso de câmeras digitais em fotometria visual e o segundo sobre um software desenvolvido por ele para auxiliar na fotometria de estrelas variáveis. Além dele, outro membro do OAGLL, o jovem José Cláudio também apresentou um relato sobre a instalação de uma estação de monitoramento de meteoros no OAGLL, finalizando as atividades da manhã.As atividades do horário da tarde iniciaram-se com a palestra do Dr. João Steiner (IAG/USP) sobre “Buracos negros ativos, inativos e múltiplos: um recenseamento”, a qual foi muito esclarecedora acerca das características destes objetos celestes, cujo campo gravitacional no espaço impede até mesmo a luz de passar por ele, possuindo uma zona de densidade infinita. Após isso, o professor João Canalle apresentou um relato sobre a situação da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG) nos últimos anos, citando a importância de atividades mais estimulantes no ensino de ciências. O relato demonstrou um aumento no número de escolas que promovem estas competições, apesar disto, ainda há uma pequena porcentagem de escolas públicas que estimulam a realização da OBA e MOBFOG, fato que instiga a realização de trabalhos posteriores na difusão destes trabalhos.

Dr. João Steiner ministrando palestra sobre Buracos Negros

Depois de sua apresentação, o professor Canalle ainda realizou uma oficina com os participantes sobre o desenho das órbitas dos planetas, após a qual houve o último coffee-break. O encerramento do evento aconteceu às 19:00 hs, onde foi convocada uma mesa para assembleia geral com todos os presentes, sendo essa composta pelos professores Sérgio Scarango (UFS), João Batista G. Canalle (OBA), José Rodrigues (APA), James Solon (AstroPE), Adriano Aubert (OAGLL), Tomaz Passamani (LINNEA), Augusto César (CCTECA), Hellen Chaves (SEASE) e Leonardo Neves (SAR). A mesa discutiu uma moção a ser encaminhada para câmara dos deputados, voltada à melhoria da astronomia em nosso país, além de decidir sobre a realização do EANE 2017, o qual será sediado pelo IFCE, em Fortaleza. O evento foi então encerrado pela coordenadora do XV EANE, Hellen Chaves, havendo a saída da comitiva presente.

Mesa da Assembleia Geral de encerramento do XV EANE

No dia 07 de junho de 2015, a comitiva alagoana, antes de retornar a Alagoas, realizou uma visita ao CCTECA no Parque das Sementeiras, onde teve a oportunidade de conhecer alguns dos experimentos disponibilizados pela Casa de Ciência e Tecnologia de Aracaju, além de realizar uma visita ao planetário e conhecer alguns pedaços de meteoritos e rochas lunares e marcianas presentes no CCTECA.

Professor Augusto apresentando acervo da CCTECA

Prof. Me. Jenivaldo Lisboa de Araújo – Coord. do Clube de Astronomia Valentina Tereshkova

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Texto: Reproduzido de SAHA

Fontes: RELATÓRIO DO XV ENCONTRO DE ASTRONOMIA DO NORDESTE (XV EANE) Elaborado pelo Clube de Astronomia Valentina Tereshkova (atual Sociedade Astronômica Hipátia de Alexandria). A participação do CAVT no XV Encontro de Astronomia do Nordeste. Disponível:  http://sahipatia.blogspot.com/2015/06/xv-encontro-de-astronomia-do-nordeste.html acesso: 28 Jun. 2019. (Arquivado no Wayback Machine em 27/06/2019: https://web.archive.org/web/20190627094809/http://sahipatia.blogspot.com/2015/06/xv-encontro-de-astronomia-do-nordeste.html).

Relatório da VII Semana de Astronomia de Sergipe (VII SEASE)

A VII Semana de Astronomia de Sergipe (VII SEASE) foi realizada em São Cristóvão/SE e Aracaju/SE, nos dias 30 de novembro a 03 de Dezembro de 2016. A abertura aconteceu no dia 30 de Novembro no Auditório da Didática VI da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Todas as atividades do evento ocorridas nos dias 30 de Novembro a 02 de Dezembro foram realizadas no Auditório da Didática VI, Sala 23 no Departamento de Física (UFS) e em frente ao departamento de Química, ambas na UFS, no Bairro Jardim Rosa Elze, São Cristóvão/SE. No dia 3 de Dezembro, as atividades finalizaram com visita ao planetário da Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei), que na programação registrou-se como atividade extra. O Encontro contou com a participação de astrônomos amadores e profissionais, estudantes e entusiastas da astronomia e astronáutica de Sergipe e de outros estados do Brasil.

Figura 1. Cartaz de divulgação

Fonte: Elaborado pelo setor da comunicação da SEASE.

A primeira Semana de Astronomia de Sergipe (I SEASE) ocorreu no período de 30 de Novembro a 3 de Dezembro de 2010, na cidade de Aracaju, na Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei), no estado de Sergipe. A penúltima edição, a VI SEASE, foi realizada em São Cristóvão/SE e Aracaju/SE, nos dias 29 de Novembro a 04 de Dezembro de 2015, na UFS e na CCTECA – Galileu Galilei.

A “Semana SEASE” surgiu com o objetivo de homenagear o “dia do Astrônomo”, 2 de Dezembro, a data coincide com o aniversário do imperador Dom Pedro II, que era um conhecido incentivador da Astronomia, além disso, é aniversário do Professor Augusto Cesar, sócio fundador da Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE). O objetivo da “Semana SEASE” é integrar os grupos de astronomia e desenvolver ações que visem à popularização, o ensino e pesquisa em Astronomia em Sergipe. A carência nesta região, em relação a esta ciência, é conhecida por todos. Os grupos de Astronomia são, em muitos casos, os únicos organismos com os quais a sociedade pode contar para sua difusão. Mas a atuação dos grupos sem apoio institucional tem um alcance bastante limitado. Por isso, os encontros objetivam, também, estreitar os laços entre as associações de astronomia e as instituições que tenham a finalidade de promover a educação e a cultura.

O evento VII SEASE foi realizado pela Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE) por meio de sua presidente Hellen Larissa Nascimento Chaves e demais membros da diretoria e sócios, pela Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei) representada por seu coordenador Augusto Cesar Silva Almeida, pelo Departamento de Física/Astronomia da (UFS), representado pelo Professor Dr. Sérgio Scarano Jr., pelo Instituto Federal de Sergipe (IFS) – Campus Aracaju – representado pela Professora Drª. Elza Ferreira Santos e tendo o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisas e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE) e do Grupo de Apoio em Estudos Astronômicos(GAEA). Logomarcas das instituições organizadoras e apoiadoras, abaixo:

Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE)

Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju (CCTECA – Galileu Galilei)

  

Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Instituto Federal de Sergipe (IFS)

Fundação de Apoio à Pesquisas e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (FAPITEC/SE)

Grupo de Apoio em Estudos Astronômicos (GAEA)

A abertura se deu às 10h10 do dia 30 de Novembro. Autoridades ligadas à organização e realização do evento que compuseram a cerimônia de abertura: A Presidente da SEASE Hellen Larissa Chaves, a representante do IFS/Aracaju Professora Elza Ferreira Santos. Hellen declarou como iniciado o evento e deu boas vindas ao público presente e Elza abriu falando sobre o histórico das “Semanas SEASE”, de sua importância, e da programação e construção da própria “VII SEASE”, além da perspectiva para o transcorrer do evento. Para finalizar Elza abordou um pouco da astronomia amadora em Sergipe citando a SEASE como pioneira e suas contribuições para a sociedade (comunidade).

Figura 2: Dra. Elza Ferreira e a presidente da SEASE Hellen Chaves durante o pronunciamento na cerimônia de abertura, na VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE.

A palestra de abertura, às 10h15, foi proferida pela Presidente da SEASE Hellen Larissa Chaves em conjunto com a Dra. Elza Ferreira Santos (IFS/Campus Aracaju), com o tema: “Um panorama das contribuições e história da Astronomia”.

Hellen apresentou um panorama das contribuições e história da astronomia amadora: no mundo, no Brasil e em Sergipe culminando com os trabalhos realizados pela SEASE. Ela destacou as atividades que astrônomos amadores normalmente realizam, por exemplo: construção de telescópios, instalação de pequenos observatórios, observação de estrelas variáveis, observação solar (incluindo manchas solares), observação de planetas, observação da Lua, buscas por supernovas, buscas por cometas, buscas por asteroides, buscas por exoplanetas. Hellen ainda destacou a importância do astrônomo Willian Herschel que foi o primeiro a publicar extensos catálogos de estrelas, principalmente estrelas duplas e medindo suas posições relativas. Também o mesmo desenvolveu os primeiros conhecimentos sobre a constituição da Galáxia. Ele ainda descobriu duas luas de Saturno: Mimas e Enceladus e assim como duas luas de Urano: Titânia e Oberon, entres outras contribuições. Ainda, foi abordada a astronomia amadora no Brasil – nos anos 80 ao se constituir numa época de expansão e de pessoas interessada no assunto, tornou-se um interesse cultural e desfrutou de certo modismo. Nesse período, por exemplo, ocorreram lançamentos de ônibus espacial, sondas espaciais a exemplo da sonda Voyager 2 fazendo seus primeiros estudos nos planetas gasosos e trazendo informações inéditas. Outro assunto da década foi a passagem do cometa Halley, que virou o fenômeno quase obrigatório das pessoas olharem para o céu, Além de muitos filmes de ficção tratando o espaço na época, a exemplo do filme E.T. que levara milhões de pessoas aos cinemas. Por fim, abordou a astronomia em Sergipe, tendo a SEASE como pioneira e suas contribuições ao longo de sua história.

Elza em sua parte abordou os aspectos históricos, destacando-se a contribuição da mulher ao longo das épocas. Inicialmente, discorreu sobre as primeiras cientistas da história, a exemplo de Hypátia (de Alexandria), e suas dificuldades e, exercer tais atividades perante a sociedade. Outro ponto destacado foi o silenciamento da história com as mulheres cientistas, por exemplo até hoje apenas 3% dos ganhadores de Prêmio Nobel foram mulheres. Outro ponto destacado foi sobre a Astronomia no Brasil. Hoje o País se classifica entre os primeiros com percentual acima de 20% de participação feminina. Entre estas os nomes mais brilhantes são os de: Duília de Mello (NASA), Rosaly Lopes (NASA) e Thaysa Storchi Bergman (UFRGS).   Foi abordado também sobre a SEASE no que diz respeito à participação feminina. Até presente palestra, sua diretoria é composta, de uma presidente “Hellen Larissa”, uma tesoureira “Ívina Mittarraquis”, uma secretária “Dinorah Barbosa”, um vice-presidente “Jaelsson Lima” e de um secretário de comunicação “Silvio Willian”. Ou seja, é uma sociedade em que a presença feminina não está apenas na mera participação, mas no exercício da administração. Destacou a execução de projetos, como: “Astronomia Popular sob os Céus de Sergipe” e em outras atividades. Destacou o sonho mais alto conquistado sob liderança destas jovens mulheres e com o apoio dos meninos, que foi de conseguir trazer Rosaly Lopes da NASA para palestrar no Encontro de Astronomia do Nordeste, XV EANE, evento este organizado pela SEASE. CCTECA, IFS e UFS, em 2015. Além ainda de ser abordada toda a história da SEASE. Por último, em sua fala foi explorando bastante a questão do preconceito, chacotas ou brincadeiras de mal gosto contras as mulheres na ciência ainda atualmente. A mesma mostrou diversas mensagens ofensivas ou de tons preconceituosos presentes nas redes sociais ou até mesmo publicações de jornais em decorrência de notícias sobre contribuição feminina na ciência. Em algumas ocasiões o tema – ciência construída por mulheres – vem acompanhado de comentários de tom jocoso e preconceituoso, o que mostra o quanto hoje ainda a mulher é “desencorajada” a participar de trabalhos científicos e tecnológicos.

Figura 3: A presidente da SEASE Hellen Chaves, durante sua palestra de apresentação na VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE.

Figura 4: Palestra de abertura com Profa. Dra. Elza Ferreira na VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE.

Figura 5: O público fazendo perguntas a Hellen e Elza após suas apresentações na VII SEASE

Fonte: Setor da comunicação da SEASE.

Em seguida, a palestra que estava programada com o Prof. Dr. Tiago Ribeiro de Souza (DFI/UFS), intitulada de “Telescópios Robóticos” não aconteceu, devido a imprevistos de viagem com o palestrante. E assim, encerraram-se as atividades da manhã.

As atividades retornaram após o almoço, às 13h04, com a categoria Trabalhos Curtos. Iniciou-se com a apresentação de Tarcísio Barreto, com o tema “Astrofotografia e Recursos para Acompanhamento Sideral”.

Essa apresentação começou abordando sobre a importância do uso tripé fixo para as astrofotografias, possibilitando fazer: trilhas e rotação de polo, registro de constelações, eclipses lunares e solares, meteoros, satélites, cometas, auroras, conjunções, composição, etc. Foi abordado ainda que com o uso de uma câmera digital fazendo exposições curtas é possível fazer fotografias da Lua, enquanto para fazer fotografias da estação espacial, satélites, planetas e outros, precisa-se de uma exposição intermediária cerca de 30s. Para fazer o “Star Trail” (acompanhamento contínuo em forma de linha dos astros no céu) é necessário diversas imagens de tempo intermediário. Por fim, foi explorada a questão das montagens para compensar o movimento da Terra, e a mais recomendada foi a montagem equatorial. O palestrante finalizou mostrando uma proposta de plataforma.

Figura 6: Tarcísio Barreto na sua apresentação “Astrofotografia e Recursos para Acompanhamento”, na categoria trabalhos curtos –  VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE.

Figura 7: Tarcísio Barreto na sua apresentação “Astrofotografia e Recursos para Acompanhamento”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE.

Em seguida, às 13h40, foi vez da apresentação de Alexsandra Macedo, com o tema “As Constelações e a Mitologia: Conexões com a Psicologia”.

A abordagem inicial é fundamentada em três palavras chaves (Homen-Símbolo-Mito), onde o homem para Carl G Jung (1875-961) é um arquétipo inconsciente coletivo, identidade cultural, Símbolo: indica o além do significado manifesto e imediato. Representa algo por imagens, experiências e vivências que incluem aspectos consciente e inconsciente, Mito: início de racionalização simbólica da experiência narrativa, temas típicos e recorrentes da existência humana. Foi destacado o termo “A lua e a loucura” pois desde a idade média, a loucura e a lua estão associados. Foi abordado ainda o ciclo de Perseu (Andrômeda, Baleia, Cefeu, Cassiopéia, Pégaso, Medusa), os quais se referem – Andromeda: esposa, Baleia: Monstro que ameaça Andrômeda, Cefeu; pai de Andrômeda, Cassiopeia: mãe de Andrômeda, Pégaso: cavalo alado tomado por Perseu, Medusa: monstro eliminado por Perseu ou projeção negativa entre outras abordagens.

Figura 8: Apresentação de Alexsandra Macedo “As Constelações e a Mitologia: Conexões com a Psicologia”, na categoria trabalhos curtos durante a VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 9: Perguntas do público na apresentação de Alexsandra Macedo, com o tema “As Constelações e a Mitologia: Conexões com a Psicologia”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Logo após, às 14h05, finalizaram-se as apresentações da categoria trabalhos curtos do dia, com a palestrante Jéssica Pereira, com o tema: “Calibração em Comprimento de onda com Espectrógrafo Caseiro”.

Nesta apresentação, inicialmente, foi feita uma abordagem do comportamento ondulatório da luz e o espectro eletromagnético, onde o caráter ondulatório da luz é muito eficiente para explicar os fenômenos de refração, interferência, etc. Os humanos enxergam na frequência chamada de “frequência do visível” do espectro, enquanto o beija flor, por exemplo, tem a capacidade enxergar tanto infravermelho quanto no ultravioleta. Foram abordadas ainda as “bandas de frequências” do espectro e “espectros de elementos químicos” sendo Kirchhoff o cientista que concebeu e montou um conjunto com um prisma, três telescópios velhos e uma fonte de luz e fez os primeiros estudos relevantes a respeito. Ainda foi falado dos procedimentos técnicos e proposta para professores do ensino básico se concentrar em estabelecer atividades aos seus alunos que envolvam a calibração em comprimento de ondas dos espectros observado. Por fim, foi realizada a demonstração e os passos para se fazer a calibração, usando software DS9.

Figura 10: Apresentação de Jéssica Pereira, “Calibração em Comprimento de onda com Espectrógrafo Caseiro”, na categoria trabalhos curtos -VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 11: Apresentação de Jéssica Pereira, “Calibração em Comprimento de onda com Espectrógrafo Caseiro”, na categoria trabalhos curtos, – VII SEASE

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, às 14h30, houve outra palestra com o Prof. Nilson Silva Santos (CDA Órion), cujo tema foi “O Desenvolvimento da Astronomia Amadora em Sergipe: Das Origens Históricas às Perspectivas Futuras”.

O palestrante destacou a SEASE como sendo a primeira instituição (grupo) de astronomia no estado, tendo sua fundação no inicio da década de 1990, com nome de Grupo de Astronomia Johannes Kepler (GAJK) e sua sede era Centro Acadêmico de Física Leônidas Tancu (CAFis-LT/UFS) e os primeiro instrumentos do grupo foi uma luneta de 50mm e depois um telescópio newtoniano de 180mm. A segunda fase do grupo ocorre em 2001, quando houve a mudança da sede do grupo, saindo das dependências do Campus da Universidade para a casa do senhor José Alípio Alvares de Armando Neto e há mudança também de nome do grupo para Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE). A terceira fase acontece, entre 2003 e 2009, quando ocorreu mais uma mudança de sede, passando a ocupar uma sala cedida pelo então presidente do Cotinguiba Esporte Clube, o senhor Wellington Mangueira. Em 2009 é fundado o Clube Dorense de Astronomia Órion (CDAO), motivado pela SEASE, com sede no interior do estado, na cidade de Nossa Senhora das Dores, que tem como fundador e coordenador geral o professor e astrônomo amador Nilson Santos que juntamente com outros entusiastas se reuniram para participar das atividades promovidas no Ano Internacional da Astronomia em 2009 (AIA 2009). O nome do grupo faz referencia à grande constelação Órion. O Prof. Nilson ainda falou sobre o surgimento de outros grupos de astronomia no estado, em Lagarto, Estância e o da própria UFS, com o surgimento do curso de Astronomia e lembrou que no mesmo ano a SEASE se transferiu para CCTECA onde continua até hoje em suas dependências, usufruindo dos arredores para realizar a maioria de suas observações. Por último, foi explorado o Clube Dorense de Astronomia Órion, coordenado atualmente pelo palestrante, mostrando imagens de palestras, exposições, oficinas, observações com telescópios. Ele destacou que já no primeiro ano de fundação do CDA Órion foram realizadas quatro exposições abertas ao público com coleção de imagens cedidas pelo astrônomo Augusto Daminelli (paisagens cósmicas celebrando o AIA 2009). Finalizou, comentando sobre o projeto HERMES em uma exposição que participou em Brasília e contou a história do foguete que eles levaram para a exposição que tinha uma tartaruga como cobaia acoplada ao foguete.

Figura 12: O Prof. Nilson Silva Santos em sua palestra “O Desenvolvimento da Astronomia Amadora em Sergipe: Das Origens Históricas às Perspectivas Futuras”, – VII SEASE

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 13: O Prof. Nilson Silva Santos  em palestra “O Desenvolvimento da Astronomia Amadora em Sergipe: Das Origens Históricas às Perspectivas Futuras” – VII SEASE

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Depois da palestra, tivemos uma pausa para o coffee break.

Figura 14: Foto do coffee break. após o termino da palestra com Nilson S. Santos, no primeiro dia de evento.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, às 16h12, deu inicio a última palestra do dia com o Mestre Guthierre Ferreira Araújo (IFS/Estância) intitulada de “Extensão e Interdisciplinaridade: A Astronomia no Ensino Médio – A Experiência do Instituto Federal de Sergipe”.

Nesta palestra, a discussão concentrou-se em extensão e interdisciplinaridade. O palestrante afirma que o ensino hoje se encontra fragmentado e defende a implementação da interdisciplinaridade como um processo que deve ser trazido para realidade pedagógica. O ensino da astronomia é uma ciência que é interdisciplinar, pois engloba diversos temas, matemática, geografia, física, história e até português existem espaço na astronomia, etc. Na realidade, entretanto, as coisas são bem diferentes, dificilmente na prática se encontra o que diz a legislação. As informações de astronomia que chegam às pessoas são via Universidades e Institutos, instituições científicas – como: observatórios, planetários etc. – Grupos de astronomia e mídia. A maioria das informações de astronomia que chega as pessoas é pela mídia (jornais, blogs, TV’s, etc) que são na grande maioria das vezes conteúdos pobres em informações. A astronomia no IFS de Estância concentra-se em três ações: Extensão – trabalhar para a comunidade o que é feito no próprio Instituto ou trazer a comunidade para dentro do Instituto – Pesquisa e Formação Continuada – formar professores da rede municipal em Estância ou estadual. O AstroIFS tem como parceiros a SEASE, a Maratá, a Bramon e a Secretária de Educação de Estância – a qual permitiu fazer uma ponte entre o IFS e as escolas. As observações com telescópios foram as primeiras atividades do astroIFS de forma a estimular professores a fazer atividades nas escolas e a participarem do projeto. O projeto tem construção de foguetes, espectroscópios etc. além de oficinas para os alunos e oficinas para os professores. Este ano pelo projeto permitiu-se participar da Olimpíada Brasileira de Astronomia e realizar o campeonato local de foguetes com quatro equipes. Atividades desenvolvidas durante os seis meses de vigência do projeto, englobou atividades e oficinas, com participação de 200 alunos, 15 alunos trabalhando no projeto, 953 alunos externos envolvidos, 26 professores do município envolvido e 23 atividades desenvolvidas dentro do IFS. A oficina em desenvolvimento hoje é uma oficina interdisciplinar – construção de um foguete e lançamento, com professores de Física e Matemática realizando os cálculos e fórmulas físicas para o foguete funcionar, o professor de Geografia trabalharia com relação aos estudos de satélites que são colocados em órbita da Terra, e os de Biologia com o estudo de desmatamento na Amazônia etc. Sobre o monitoramento de meteoros pelo IFS, que monitora todos os bólidos que entram na nossa atmosfera constituiu-se como a primeira estação de monitoramento de Sergipe. A câmera e computador do projeto funcionam a energia solar, passando a ser a primeira estação do País a ter este tipo de funcionamento. Ela fica ligada das 17h da tarde à 5h da manhã. E em 30/07/2016 aconteceu a primeira captura pela a estação. Para finalizar, de perspectivas para o futuro – almeja-se ampliação das câmeras e o lançamento de portal para o acompanhamento em tempo real das câmeras pelo o público.

Figura 15:  Mestre Guthierre Ferreira Araújo (IFS/Estância) na sua palestra : “Extensão e Interdisciplinaridade: A Astronomia no Ensino Médio – A Experiência do IFS” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 16: Mestre Guthierre Ferreira Araújo (IFS/Estância) na sua palestra “Extensão e Interdisciplinaridade: A Astronomia no Ensino Médio – A Experiência do Instituto Federal de Sergipe” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

O primeiro dia de evento foi finalizado com uma observação com telescópios em frente ao Departamento de Química (DQI) na UFS.

Figura 17: Observações com telescópios em frente ao Departamento de Química (UFS)- VII SEASE

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 18: Observações com telescópios em frente ao Departamento de Química (UFS) – VII SEASE

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

No segundo dia, 01 de Dezembro de 2016, as atividades começaram às 9h30, com uma palestra em vídeo conferência com o Prof. Dr. Armando Bernui (ON/RJ) sobre o tema: “Cosmologia Observacional”.

Nesta palestra a abordagem ficou em torno da cosmologia observacional, explorando conceitos como o efeito Doppler – no qual os comprimentos de onda de fontes que se afastam e que aproximam sofrem desvio para o vermelho e azul, respectivamente. Com o apoio de figuras mostrando o espectro de referência e comparando com espectro observado. Foi explorado ainda explicações sobre o espectro de ondas eletromagnéticas – Raios Gamas, raios X, Ultra Violeta, Visível, Infravermelho, Rádio. As ondas eletromagnéticas são ondas que carregam consigo um campo elétrico e um campo magnético. Foram mostrados objetos estelares observados em diferentes comprimentos de ondas, a exemplo de uma própria estrela. Por fim, a palestra se concentrou em explorar ideias acerca de propriedades do espectro de um corpo negro, teoria do Big Bang, a lei de Hubble – que nos diz galáxias estão se afastando de nós com velocidades que aumentam com a distância, ou seja quanto mais distante maior é a sua velocidade, radiação cósmica de fundo – citando os estudos do WMAP e as composições do Universo, distribuídas em matéria escura, energia escura e a matéria observável.

Figura 19: Professor Dr. Armando Bernui (ON/RJ) na sua palestra via vídeo conferência “Cosmologia Observacional” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 20: Professor Dr. Armando Bernui (ON/RJ) na sua palestra via vídeo conferência “Cosmologia Observacional” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

As apresentações de trabalhos curtos que aconteceriam em seguida com Thainá Aragão, de tema: “XMM ao Alcance de Todos: Processo de Análise de Dados” e Ivina Mittaraquis, com o tema: “Como Obter Dados do Telescópio Gemini a fazer a Redução Utilizando o Pacote Ureka”, foram alocadas para o período da tarde por conta de atrasos na programação, com plena concordância com as palestrantes.

Em seguida, às 11h05, houve outra palestra com o Prof. Dr. Mário Everaldo (DFI/UFS) intitulada “Oscilações de Neutrinos Indicam a Existência da Quinta Força da Natureza”.

Nesta palestra foi feito um apanhado sobre as oscilações de neutrinos – que surgem a partir das oscilações de mesons –. Eles surgem na fusão nuclear dentro de uma estrela, principalmente no ciclo PP (próton – próton) que domina o processo de fusão em estrelas frias. A proposta de oscilações de neutrinos de acordo com essa proposta supõe que os neutrinos de elétrons são transformados em outros neutrinos de sabores, múon e neutrinos “tau”, pelo mecanismo Mikheyev – Smirnov Wolfenstein. A crítica abordada sobre a proposta é a falta de detecção de fluxos de neutrinos “tau”, onde o aumento no fluxo de neutrinos “tau” devido às oscilações não foi medido até hoje e isso invalida o argumento de que as oscilações de neutrino foram provadas. Outra falha seria a falta de detecção de decaimentos, violando número leptônicos. Ainda de acordo com a proposta de oscilações de neutrinos os três sabores de neutrinos são ressonantes da mesma partícula. Se isso fosse verdade os seguintes decaimentos fracos seriam observados, mas estes decaimentos nunca foram observados. Além que, se o desaparecimento dos neutrinos solares fosse causado por oscilações um aumento no fluxo de neutrinos de múon teria dito detectado, mas o que tem sido relatado é exatamente o contrário, ou seja, existe também um déficit nos neutrinos do múon. Foi destacado um grupo de físicos da Hungria (A. J. Kraszuahorkay, M. Csatlos, L. Csige, Z. Gácsi, J. Gulyás, M. Hunyadi, T. J. Ketel, I. Kuti, B. M. Nyako, L. Stuhl, J. Timár, T. G. Tomyi e Z Vajta) anunciou uma nova força fundamental da natureza que e envolve a produção de pares elétron-pósitron e pares neutrino-anti-neutrino por meio do decaimento do bóson de vetorial de luz. O palestrante ainda relembra que uma publicação de 2012, a colaboração Daya Bay tinha relatado o desaparecimento de cerca de 6% de antineutrinos de elétrons ao longo de uma distância de 1648m e afirmou que esta discrepância foi causada por oscilações de neutrinos. Mas, em um artigo recente ela acaba de publicar resultado que corrige o resultado anterior, porque agora se descobriu que o fluxo produzido é de 6% maior do que o que está previsto pelos modelos nucleares atuais. O palestrante brinca e relata que deram o prêmio Nobel de física de 2015 de forma errado. Ele destaca que enviou seu artigo para o líder do grupo que trouxe os novos resultados sobre o fluxo maior de neutrinos e que viram com bons olhos. Por fim, o palestrante comenta que essa nova força pode ter consequências sérias no modelo cosmológico padrão atual e comenta que no seu site: www.primons.com estão todas as informações disponíveis a respeito.

Figura 21: Palestra do Professor Dr. Mário Everaldo de Souza (DFI/UFS) intitulada de “Oscilações de Neutrinos Indicam a Existência da Quinta Força da Natureza” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 22: Palestra do Professor Dr. Mário Everaldo de Souza (DFI/UFS) intitulada de “Oscilações de Neutrinos Indicam a Existência da Quinta Força da Natureza” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

As atividades retonaram após o almoço, às 13h04, com a categoria Trabalhos Curtos. Iniciando com a apresentação em conjunto de Débora Matos e Maria da Conceição, com o tema “Termos Astronômicos em Libras”.

Nesta apresentação deixou-se o legado do quanto a comunicação é importante para nossas vidas. Ela é constituída de forte necessidade natural da natureza humana. E por meio de comunicação conseguimos imprimir nossa marca, projetar nossa personalidade, compartilhar informação. Sem ela não conseguiríamos viver em sociedade e não seríamos um ser que trairia sabedoria e conhecimentos paras as gerações futuras. Foram destacados grandes nomes, a exemplo do cientista Stephen Hawking que possui uma doença rara degenerativa e que mesmo apesar das grandes dificuldades não deixou (e não está deixando) de passar o seu legado para as gerações futuras, através de uma forma alternativa que se encontrou para que ele pudesse se comunicar. A apresentação foi bastante interativa e o público muito participativo, onde foi introduzida a língua brasileira de sinais na explicação de termos ou conceitos astronômicos em questão. Foram abordados conceitos, tais como: fases da Lua, estações do ano, sistema solar, lançamentos de foguetes, astronautas etc.

Figura 23: Apresentação de Débora Matos e Maria da Conceição, com o tema “Termos Astronômicos em Libras”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 24: Apresentação de Débora Matos e Maria da Conceição, com o tema “Termos Astronômicos em Libras”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, às 13h48, foi vez da apresentação de Thainá Aragão, com o tema “XMM ao Alcance de Todos: Processo de Análise de Dados”.

A abordagem inicial ficou por conta das motivações que levaram a palestrante a estar participando deste trabalho. Foram elas: a disciplina tópicos especiais em física geral e educacional, cuja ementa aborda temas voltados à astrofísica de altas energias, o projeto de Extensão PJ092-2016 – vídeos tutoriais para divulgação da física, astronomia e ciências em geral com o Prof. Dr. Sergio Scarano Jr. Nesta apresentação foi abordado o tema “astrofísica de altas energias”, com destaque: sistemas binários, pulsares, restos de supernovas, quasares, galáxias, etc. Ela mencionou o campo de estudo que foi o ACO744, de ID 670880501, cujo alvo principal era a galáxia Seyfert tipo 1 3C 215. Por fim, explorou o XMM-Newton que é denominado de X-ray Multi-Mirror, que foi uma sonda lançada em 10 de Dezembro de 1999 pelo foguete Ariane 5, na base de lançamento de Kourou, sendo gerenciada pela Agência Espacial Européia – ESA. Na última parte, foi abordado o funcionamento de análise de dados, fazendo procedimentos para gerar uma curva de luz e dela gerar uma imagem binada, determinar regiões, além de faixa de energia de interesse, subtrair o background (os ruídos de fundo) da fonte e plotar resultados de forma a extrair e gerar as imagens tratadas da fonte, estudos de características físicas do objeto, como temperatura, composição química, etc.

Figura 25: Thainá Aragão, com o tema “XMM ao Alcance de Todos: Processo de Análise de Dados”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 26: Thainá Aragão, com o tema “XMM ao Alcance de Todos: Processo de Análise de Dados”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Logo após, às 14h07, finalizaram-se as apresentações da categoria trabalhos curtos do segundo dia, com a palestrante Marissol Mwaba, de tema: “Intercâmbio com colaborações internacionais para estudo da astronomia”.

Na apresentação a palestrante falou de sua experiência, durante um intercâmbio na França. Ela conta como foi entrar pro mundo de explorar e compreender o Universo, a partir de experiência que teve no L’Observatoire de Paris, no observatório de Meudon e no observatório de Haute Provence, durante  o estágio prático. Fazendo experiências profissionais em equipamentos como: espectroscópio etc. Ainda fez toda a abordagem de seu estágio no Instituto de Astrofísica de Paris, sob direção de estágio da Profa. Florence Durret e com o tema: “fotometria de galáxias no aglomerado de Ofiúco”. Por fim, contou as  experiências nas disciplinas que cursou lá durante sua experiência na França, entre elas: Cosmologia, Astrofísica Observacional, Astronomia Galáctica e Extragaláctica, Sistemas Planetários, etc.

Figura 27: Apresentação de Marissol Mwaba, de tema: “Intercâmbio com colaborações internacionais para estudo da astronomia”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 28: Apresentação de Marissol Mwaba, de tema: “Intercâmbio com colaborações internacionais para estudo da astronomia”, na categoria trabalhos curtos – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, às 14h32, tivemos na categoria Workshop a apresentação do graduado em Pedagogia e graduando em Física Emerson Mendonça Amaral, com o tema: “Aquisição e Manutenção de Telescópios”.

Neste workshop foi feita uma abordagem sobre as lojas especializadas no mercado em vendas de instrumentos astronômicos, que são poucas e os produtos normalmente são de alto custo, já a qualidade óptica de alguns modelos vendidos por aqui ou em quaisquer lojas do país, deixa muito a desejar e outro empecilho na hora de adquirir bons instrumentos é também a falta de orientação. Foram abordados também os tipos de montagens que são encontradas no mercado: montagem equatorial, montagem altazimutal, além dos tipos de telescópios encontrados: telescópios refletor (Newtoniano), telescópio catadióptrico, telescópio refrator. Em seguida, foram informados alguns sites recomendados para compras, entre eles: www.astroshop.com.br (poucos equipamentos), www.armazemdotelescopio.com.br (fechado por tempo indeterminado por conta da crise), www.astrolua.com.br(produtos seminovos), www.tellescopio.com.brwww.telescopiosastronomicos.com.br (Sebastião Santiago) telescópios caseiro, www.casadoastronomo.com.brwww.telescopios.net. Foram explorados os tipos de oculares encontradas no mercado: StarGuider, Ortoscópica/Planetária e Erfie. Por último, algumas imagens (o antes e o depois) mostrando os processos de limpeza de algumas oculares da SEASE e da UFS, além do processo de limpeza de telescópios (mostrando o antes e o depois), explorando os tipos de kits que se encontram no mercado, depois foi a hora de colocar a mão na obra e praticar.

Figura 29: Apresentação na categoria Workshop do Pedagogo e graduando em Física Emerson Mendonça Amaral, com o tema: “Aquisição e Manutenção de Telescópios” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 30: Apresentação na categoria Workshop do Pedagogo e graduando em Física Emerson Mendonça Amaral, com o tema: “Aquisição e Manutenção de Telescópios” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

As atividades retonaram após uma pausa às 16h42, com o segundo Workshop do dia, de tema: “Técnicas de Fotometria Diferencial com Câmeras Acopladas a Telescópios”, com apresentação da Profa. Edigênia Ferreira Santos.

Neste workshop a palestrante iniciou explorando a motivação e interesse pelas ciências exatas e abordou contraste ente o número de meninos e meninas que manifestam interesse em áreas de exatas em sua profissionalização, que é bem ameno se comparado aos dos meninos. Para ela, essa fundamentação está associada ainda a contextos históricos, da contribuição das mulheres nas ciências exatas. Outro ponto explorado foi a questão das magnitudes aparentes – que na classificação de Hiparcos as estrelas foram agrupadas em cinco categorias de magnitudes, sendo as estrelas de magnitudes um as mais brilhantes do céu, e as de magnitudes seis as que estavam no limite da visibilidade humana. Ainda foi abordado o conceito de “Pixel”, à questão da escala, conhecida como L.U.T, ou Look up Table” é uma técnica utilizada no processamento de imagem, que se associa à representação. Sua funcionalidade é criar uma tabela de novos valores para imagem tratada. Em seguida,  a exploração ficou na explicação sobre CCD-Charge-Coupled Device Detectors que é um dispositivo de carga acoplada, de modo registrar e quantificar a quantidade de luz (fótons) que recebe. Por fim, exploraram-se os programas Snapcap e o SAOImage DS9, explicando o processo de captura de imagens até o processo tratamento dessa imagem.

Figura 31: Apresentação na categoria Workshop da Profa. Edigenia Ferreira Santos, com o tema: “Técnicas de Fotometria Diferencial com Câmeras Acopladas a Telescópios” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 32: Apresentação na categoria Workshop da Profa. Edigenia Ferreira Santos, com o tema: “Técnicas de Fotometria Diferencial com Câmeras Acopladas a Telescópios”, durante a VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

No encerramento do segundo dia de evento, às 19h, foi realizada uma observação com telescópios, coordenada por Emerson Amaral e o Dr. Sergio Scarano (DFI/UFS), em frente ao Departamento de Química (DQI) na UFS.

Figura 33: Observações com telescópios em frente ao Departamento de Química (UFS), durante o segundo dia da VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 34: Observações com telescópios em frente ao Departamento de Química (UFS), durante o segundo dia da VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

No terceiro dia de evento, 02 de Dezembro, às 9h45, iniciaram-se as atividades do dia com uma observação com telescópio do Sol, usando um filtro solar apropriado para a ocasião, sob a coordenação de Emerson Amaral.

Figura 35: Observações do Sol com telescópios na Didática VI (UFS), sob o comando de Emerson Amaral, durante o segundo dia da VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 36: Observações do Sol com telescópios na Didática VI (UFS), sob o comando de Emerson Amaral, durante o segundo dia da VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, em paralelo com as observações do Sol, ocorreu o último Workshop do evento, às 10h05, com a apresentação em conjunto da graduanda Dinorah Barbosa da F. Teixeira e do graduando Italo Souza Melo, com o tema: “Recursos para Acessar Observatórios Virtuais”.

Nesta apresentação a abordagem ficou por conta de um breve apanhado sobre a evolução da astronomia, desde as observações a olho nu, astrolábio etc. até a revolução dos telescópios, fotografias, sondas espaciais, a exemplo da sonda Voyager -1, etc. Onde foi explicado o que são estrelas –  esferas autogravitantes de gás ionizado, cuja fonte de energia é a transmutação de elementos através de reações nucleares, isto é, da fusão nuclear de hidrogênio em hélio e, posteriormente, em elementos mais pesados e depois a explicação da classificação espectral (classificação baseada no espectro da estrelas, em intervelos de temperaturas bem definidos), metalicidade (na astronomia, elementos mais pesados que o hélio são chamados de metais e sua razão por exemplo:[Fe/H] recebe o nome de metalicidade (em relação ao Fe)), etc. Outros pontos debatidos foram o diagrama H-R(diagrama Hertzprung-Russell), que mostra a relação entre parâmetros como luminosidade e temperatura efetiva etc. a relação período-luminosidade, a exemplos de estrelas RR-Lyrae (são estrelas variáveis e frequentemente utilizadas como velas padrão). Além da explicação sobre aglomerados estelares (aglomerados abertos e globulares), estrutura da via Lactea (o halo, o disco e o bojo), populações estelares: Walter Baade foi um astrônomo alemão que trabalhou no Mount Wilson Observatory e que estudou a galáxia de Andrômeda, suas observações levaram-no a definir populações distintas para estrelas da galáxia de Andrômeda (chamando-as de População I (estrelas jovens e ricas em metias) e População II (estrelas antigas e pobres em metais)). Por último, fazendo uso do software TOPCAT foram explorados alguns dos recursos para acessar observatórios virtuais, a segui o Link para download do TOPCAT: http://www.star.bris.ac.uk/~mbt/topcat/#install e o link da apresentação em Power point e pdf: https://drive.google.com/drive/folders/0B3xG4Imeu-WpVkxjZkRmZUhiVEE,.

Figura 37: Apresentação na categoria Workshop da graduanda Dinorah Barbosa da F. Teixeira e do graduando Italo Souza Melo, com o tema: “Recursos para Acessar Observatórios Virtuais” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 38: Imagem do público na apresentação da categoria Workshop da graduanda Dinorah Barbosa da F. Teixeira e do graduando Italo Souza Melo, com o tema: “Recursos para Acessar Observatórios Virtuais” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 39: Apresentação na categoria Workshop  graduanda Dinorah Barbosa da F. Teixeira e do graduando Italo Souza Melo, com o tema: “Recursos para Acessar Observatórios Virtuais” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Logo após, às 11h07, com a categoria Trabalhos Curtos, iniciou-se com a apresentação em conjunto de Wildson W. de Aragão e Edigênia Ferreira Santos, com o tema: “O Tempo de Vida do Sol a partir da Medida da Constante Solar”.

A abordagem começou com uma efêmera sobre insolação, que está relacionado ao fluxo de energia solar, por unidade de tempo, que atinge certa área da superfície terrestre. Outro ponto, foi a importância do estudo da insolação, já que ela pode favorecer a geração energia a partir do Sol, pode afetar: circulação dos ventos, temperatura oceânica, aquecimento da superfície do planeta etc. O objetivo do trabalho foi de determinar a constante solar em Aracaju. Sendo usados os materiais visando tornar o procedimento acessível para ensino médio, utilizamos materiais de fácil obtenção, são eles: tinta fosca preta (spray), frasco de café solúvel, termômetro clínico digital, fita crepe, água, régua, tesoura, câmera fotográfica, relógio, com a metodologia de construção de dois calorímetros e os enchendo de água até a tampa, colocando um calorímetro exposto ao sol, e outro calorímetro na sombra. Fazendo medidas de temperatura de cinco em cinco minutos para os termômetros na sombra e exposto ao sol e fotografando os dois aparatos a cada cinco minutos. O valor de fluxo solar médio obtido para Aracaju de 866,397w/m². Por último, foi feita a estimativa do tempo de vida do Sol a partir da constante solar obtida, já que pela fórmula de luminosidade ([Luminosidade]=[Fluxo solar] x [4 pi]  x [Distância do Sol até a Terra]²) e o tempo tem relação com a luminosidade, assim o valor obtido foi de 16.000.000.000 anos ( ~16 bilhões de anos, enquanto o valor real de vida Sol é estimado em 9 bilhões de anos).

Figura 40: Apresentação na categoria Trabalhos curtos em apresentação de Wildson W. de Aragão e Edigênia Ferreira Santos, com o tema: “O Tempo de Vida do Sol a partir da Medida da Constante Solar” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 41: Apresentação na categoria Trabalhos curtos em apresentação de Wildson W. de Aragão e Edigênia Ferreira Santos, com o tema: “O Tempo de Vida do Sol a partir da Medida da Constante Solar” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em sequência, às 11h34, finalizando as atividades pela manhã, foi a vez da apresentação em conjunta de Walter Prado de Carvalho e Miqueline Aragão Silva, com o tema:” Medindo a Altura das Crateras da Lua”.

Foram utilizados os softwares Moon Atlas 3D e SAOImage DS9, com uso  de  geometria básica para determinar as alturas das crateras da Lua. O trabalho focou em identificar as crateras da lua, achar uma razão entre pixel e quilômetros e delimitar a linha do terminador. Foi abordada ainda uma discussão histórica de “como surgiram as crateras?” que até o início do século XX não se sabia como era formadas e foram criadas duas hipóteses para tentar explicá-la:  a teoria vulcânica e o impacto de meteoritos. Hoje sabemos que a teoria de impactos de meteoritos é a correta. Para medir a profundidade da cratera, faz uso de triangulação e através do ângulo de inclinação (determinado a partir do feixe de luz que vem Sol) descobre a altura. Utilizando a linha do terminador e usando a ferramenta “projeção” no DS9 foi possível determinar o posicionamento do terminador. Para fazer os cálculos das sombras utiliza as ferramentas “circulo” e “projeção” no DS9 e, assim, foi possível delimitar as sombras das crateras na superfície lunar. Aplicando-se a ferramenta “Régua” onde foi mensurado de forma linear, o comprimento das sombras em unidades de pixels. E depois, o passo é transformar as unidades de “pixels” em “Km” na imagem e assim, foi possível calcular a profundidade das crateras: Triesnecker, Arzachel, Autolycus, que foram as adotadas nesse trabalho.

Figura 42: Apresentação na categoria Trabalhos curtos em apresentação de Walter Prado de Carvalho e Miqueline Aragão Silva, com o tema:” Medindo a Altura das Crateras da Lua” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 43: Apresentação na categoria Trabalhos curtos em apresentação de Walter Prado de Carvalho e Miqueline Aragão Silva, com o tema:” Medindo a Altura das Crateras da Lua” –  VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

No retorno do almoço, às 13h07, teve a última etapa das atividades do dia da VII SEASE. Na primeira parte, tivemos uma palestra com o graduando Marcus Vinicius Grilo da Silva, com o tema: “Obtenção de parâmetros estelares através do ajuste de espectros sintéticos”.

Esta palestra foi proferida a partir de explanação sobre o processo de formação estelar. Graças aos avanços tecnológicos, hoje é possível estudar os processos de formação estelar em várias regiões do espectro eletromagnético. As estelas são formadas em nuvens moleculares. No inicio de suas vidas elas são esculpidas por planetas recém nascidos. Essa nuvem é composta de poeira e gás molecular, principalmente H2 : H2 e H (~90%), He (~10%), CO (~0,01%) outras moléculas (~0,001%) e poeira (silicatos, carbonatos). Sua forma é irregular e a densidade é variável, um local de formação estelar, por exemplo, é nebulosa de Órion. Ainda foi explorado o processo evolutivo, no qual o momento angular deve ser conservado. Este processo se dar pelos seguintes passos: 1- existir uma nuvem molecular, 2- acontecer um colapso gravitacional com certa quantidade de matéria desta nuvem, 3- surgirem em as protoestrelas, 4- evoluírem para as estrelas T-Tauri, 5- estrelas de pré-sequência principal e 6-finalmente a estrela é formada. Em seguida, foi explorada a distribuição espectral de energia e explicando-se as linhas de absorção e emissão, efeito Doppler, ventos e jatos estelares. Por último, explorou-se o propósito do trabalho, que foi analisar os dados de espectroscopia obtidos pelo Very Large Telescope (VLT), fazendo o ajuste de espectros sintéticos, e a partir disso extrair informações de propriedades físicas relevantes de Mon-250, usando O FLAMES (alcançar alvos sobre um campo de visão 25 arcmin em diâmetro), GIRAFFE (permite a observação de até 130 alvos ou fazer espectroscopia de campo integral, com resolução intermediária ou alta), UVES (fornece maior resolução espectral, mas pode acessar apenas até 8 objetos). Com o uso dos programas: IRAF, IDL, Spectroscopy Made Easy (SME) e BinMag de dados espectros obtidos na campanha do projeto Coordinated Synoptic Investigation of  NGC2264 (CSI 2264). Dessa forma, foi feita análise que permitiu obter estimativas das propriedades físicas da estrela, tais como temperatura efetiva, gravidade superficial, velocidade radial, velocidade de rotação. Sendo alguns dos resultados das propriedades físicas de Mon-205 de: T=5500K, logg-4,6, Vr=24Km/s, Vsin=15,4 km/s.

Figura 44: Palestra com o graduando Marcus Vinicius Grilo da Silva, com o tema: “Obtenção de parâmetros estelares através do ajuste de espectros sintéticos” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 45: Palestra com o graduando Marcus Vinicius Grilo da Silva, com o tema: “Obtenção de parâmetros estelares através do ajuste de espectros sintéticos” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, às 13h56, dando continuidade a categoria Trabalhos Curtos ocorreu a apresentação de Manoel Messias Pereira, com o tema: “Medidas da Velocidade da Luz Utilizando Observações de Júpiter e Simulações com o Stellarium”.

No inicio, foi mostrada a percepção visual na antiguidade. Fogo de Afrodite: acreditavam que o olho humano havia sido criado pela deusa Afrodite, deusa da beleza e do amor, e que ela havia acendido o fogo desse olho. Atomistas: acreditavam que tudo inclusive a luz, era feito de minúsculas partículas e chamavam de átomos. Argumento de Euclides: a noite, ao abrirmos os olhos, vemos todas as estrelas instantaneamente. Adiante, foi explorado o experimento de Galileu – em 1667, Galileu tentou medir a velocidade da luz utilizando a distância entre duas colinas. Ele descobriu sua lanterna e quando o seu ajudante percebeu a luz dela descobriu a sua. Galileu mediu o tempo entre o descobrir a primeira lanterna e perceber a segunda lanterna acesa e não coseguiu sucesso com a experiência. Foi explorado ainda sobre o cientista Ole Christensen Romer, que foi o primeiro cientista a medir a velocidade da luz (não calculou valores). Sua descoberta foi feita através da observação do planeta Júpiter, e com uma de suas luas, Io. Por fim, o palestrante mostrou medidas da velocidade da luz usando observações e simulações Astronômicas das Luas de Júpiter.

Figura 46: Apresentação de Manoel Messias Pereira, com o tema: “Medidas da Velocidade da Luz Utilizando Observações de Júpiter e Simulações com o Stellarium” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 47: Apresentação de Manoel Messias Pereira, com o tema: “Medidas da Velocidade da Luz Utilizando Observações de Júpiter e Simulações com o Stellarium” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em sequência, às 14h22, tivemos na categoria Trabalhos Curtos a apresentação de Gabriel Alves Hougaz, com o tema: “Extremófilos e a Exobiologia”.

No início foi feita umas das perguntas mais fundamentais “estamos sozinhos no universo?”, “o que de fato é astrobiologia?”. A astrobiologia é uma ciência, multidisciplinar e interdisciplinar, busca entender a vida terrestre e extraterrestre, formação e evolução de CHONs, investiga condições de sobrevivência para micro-organismos. Outro ponto discutido, foi que questão da variação luminosa de uma estrela, indicando que existe algum objeto (planeta) fazendo eclipse com a mesma, ainda foi explorado a estrutura de evolução das estrelas, supernovas e fusão nuclear. Outro destaque foram as quatro grandes eras cósmicas: A era física – do Big Bang até as primeiras galáxias, era químicas – formação dos elementos químicos da tabela periódica, era biológica – o aparecimento dos primeiros seres vivos e era cognitiva – a evolução de seres unicelulares a seres multicelulares. Foi explorada ainda, a complexidade da vida, onde ela precisa de condições suficientemente favoráveis para seu desenvolvimento, tendo a água como principal solvente para as reações essenciais da vida, temperatura ideal (enzimas, DNA), zona habitável. Por último, foram explorados os extremófilos tendo como o exemplo do tardígrado.

Figura 48: Apresentação na categoria Trabalhos Curtos de Gabriel Alves Hougaz, com o tema: “Extremófilos e a Exobiologia” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 49: Apresentação na categoria Trabalhos Curtos de Gabriel Alves Hougaz, com o tema: “Extremófilos e a Exobiologia”, durante a VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em sequência, às 14h22, ainda na categoria Trabalhos Curtos, foi a vez da apresentação de Fernando Xerxes Pereira, com o tema: “Caracterização espectral de rochas lunares”.

Nessa apresentação, iniciou-se a partir da natureza da lua, que vem de acreção de material do processo de formação. A lua tem o seguinte modelo: núcleo (minerais ferro magnesianos), magma (gerador de basaltos) e crosta (anortosítica), sendo o seu modelo geofísico similar ao que acontece que acontece na Terra durante a formação dos oceanos. Albedo e bandas UV- mapeamento de rochas escuras (basaltos) em quatro diferentes parâmetros – UV/VIS, 1micômetro, 2 micrômetro e albedo, dessa forma, sendo possível caracterizar a química dessas rochas e composição mineral. O albedo apresenta valores mais altos nas regiões mais claras (sódicas) e mais baixas nas regiões escuras (os mares). Em qualquer banda, a fase ferrosa é altamente absorvente, e vai gerar padrões escuros. Por fases como a ilmenita, ambas são altamente ricas em ferro. As variações no albedo dizem também sobre a mineralogia presente nas rochas lunares. Em 1 micrômetro: mineral Olivina – também estão presente em meteoritos. Em 2 micrômetro: mineral Puroxênios – que são silicatos que apresentam várias possibilidades de associações, ou seja, incluem também metais alcalinos, além do Ferro e magnésio.Por fim, foi falado das Missões Apollo, no qual se coletaram amostras da parte sódica da Lua.

Figura 50: Apresentação na categoria Trabalhos Curtos de Fernando Xerxes Pereira, com o tema: “Caracterização espectral de rochas lunares” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 51: Apresentação na categoria Trabalhos Curtos de Fernando Xerxes Pereira, com o teme: “Caracterização espectral de rochas lunares” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Em seguida, houve uma pausa. Às 15h45, aconteceu a última apresentação do evento na categoria Trabalhos Curtos com a Dra. Nafiseh Mirzajani (Nilo Shirazi), com o tema: “Persian Calendar (O Calendário Persa)”. Esta apresentação estava programada para o dia anterior, porém por problemas de saúde da palestrante foi alocada para este dia.

A abordagem inicial ficou com as primeiras formas de calendário iraniano, datadas de 2000 anos a.C.. Uma série de diferentes sistemas de calendário foi utilizada na Pérsia através dos séculos, incluindo o calendário zoroastrista e o calendário islâmico. O Irã usa um calendário próprio que é um pouco mais exato do que o calendário gregoriano. A primeira versão do moderno calendário Solar Hijri, o calendário de Jalali, foi desenvolvido no século 11 quando Jalal-ed-din Malek Shah Seljuq (o rei) encomendou um painel de cientistas por um grupo de astrônomos, incluindo o cientista persa Omar Khayyam para criar um calendário preciso. Na origem do calendário Persa a equipe também calculou o comprimento de um ano solar como 365.24219858156 dias. O calendário solar de Hijri é o calendário oficial do Irã desde 1925 e do Afeganistão em 1957. Os primeiros seis meses (Farvardin, Ordibehesht, Khordad, Tir, Mordad e Shahrivahaver) têm 31 dias e os outros cinco (Mehr, Aban, Azar, Day, Bahman) têm 30 dias e o último mês (Esfand) tem 29 dias, mas 30 dias em anos bissextos. O Ano novo sempre cai no equinócio de março. O calendário Solar Hijri produz um intervalo de intervalo de cinco anos bissexto após cerca de sete intervalos de quatro anos cada ano bissexto. Ele geralmente segue um ciclo de 33 anos com interrupções ocasionais por único 29 anos ou 37anos sub-ciclos. No calendário iraniano, toda semana começa no sábado e termina na Sexta-Feira. Os nomes dos dias da semana são: Shambe, Yekshambe, Doshambe, Seshambe, Chæharshambe, Panjshambe, e Jom’e adineh. No Irã e em alguns países islâmicos, sexta-feira (Jome) é o feriado semanal. Essa é a descrição do calendário Persa.

Figura 52: Apresentação na categoria Trabalhos com a Dra. Nafiseh Mirzajani (Nilo Shirazi), com o tema: “Persian Calendar (O Calendário Persa)” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 53: Apresentação na categoria Trabalhos com a Dra. Nafiseh Mirzajani (Nilo Shirazi), com o tema: “Persian Calendar (O Calendário Persa)” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Finalizando as apresentações da VII SEASE, às 16h10, deu início à última palestra do evento com o Prof. Dr. Marcelo da Rosa Alexandre (DQI/UFS), com o tema: “Matéria Orgânica em Meteoritos: Entendendo a Origem da Vida”.

O palestrante fez abordagem inicial sobre sua formação acadêmica. Em seguida, falou das composições químicas em diferentes locais no sistema solar e sobre meteoritos, depois fez uma das perguntas mais fundamentais “o que é vida? e citou algumas frases de famosos na tentativa de responder: “a vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos” (John Lennon), “a vida é a infância da imortalidade” (Goethe), “viver é desenhar sem borracha” (Millor Fernandes) etc. Ainda continuou abordando perguntas, a exemplo de quando (ou onde) a vida iniciou? Há cerca de 5 bilhões de anos, através de um “colapso gravitacional” de uma nuvem de hidrogênio, teve o início o sistema solar e há cerca de 1 bilhão de anos após a formação da Terra, a evolução molecular se deu origem à vida. E desde então ela passou a evoluir e cada vez mais ficou mais complexa. Foi abordado ainda o experimento de Miller-Urey (ácidos graxos, açucares, amino ácidos). Por último, foi a vez de explorar a origem do excesso enantiomérico (LPC)

Figura 54: Apresentação da última palestra do evento com o Prof. Dr. Marcelo da Rosa Alexandre (DQI/UFS), com o tema: “Matéria Orgânica em Meteoritos: Entendendo a Origem da Vida” – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 55: Apresentação da última palestra do evento com o Prof. Dr. Marcelo da Rosa Alexandre (DQI/UFS), com o tema: “Matéria Orgânica em Meteoritos: Entendendo a Origem da Vida”, durante a VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Após o final da palestra de encerramento, às 17h15, houve o pronunciamento de encerramento do evento. Os representantes presentes das instituições participantes foram Jaelsson S. Lima (Vice-Presidente da SEASE), Ívina Siqueira Perrucho Mittaraquis (Tesoureira da SEASE), Dr. Sérgio Scarano Jr. (Professor do grupo de Astronomia DFI/UFS) e Dinorah Barbosa da F. Teixeira (Secretária Geral da SEASE). Jaelsson agradeceu a todo o público presente pela participação no evento e a todos aqueles que estiveram envolvidos na elaboração e execução do mesmo e se desculpou por alguns imprevistos que aconteceram na realização do mesmo. Ívina falou da importância do evento VII SEASE e fazendo uma breve descrição histórica, além da importância da SEASE e sua atuação para com a sociedade. O Prof. Sergio esclareceu alguns dos problemas técnicos ocorridos no processo de inscrição no evento e destacou a importância de um evento como este, por sua característica de aprendizado haja vista que nesta última edição englobou não só não figuras conhecidas ou acostumadas a palestrar neste tipo de evento, mas também deu oportunidades a alunos de iniciação e do mestrado em ensino de Física, participando fazendo apresentações, além do público ser contemplado com certificados que irão contribuir em horas complementares em seus cursos acadêmicos. Dinorah reiterou o que os outros já haviam falado. Por último, Jaelsson falou sobre a visita à CCETA no dia seguinte e sobre o processo do recebimento de certificados. Sendo assim o mesmo de forma oficial declarou como encerrada a VII SEASE.

Figura 56: Durante a Cerimônia de encerramento da VII SEASE, em 02 de Dezembro de 2016, com as seguintes autoridades de organização do evento presentes: Jaelsson Lima (1° a direita), Ívina Mittaraquis (2ª a direita), Dr. Sergio Scarano (2° a esquerda) e Dinorah Barbosa (1ª a esquerda).

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

No Sábado à tarde, no dia 03 de Dezembro de 2016, houve a última atividade (atividade extra) relacionada à VII Semana de Astronomia de Sergipe (VII SEASE), que foi uma visita a Casa de Ciência e Tecnologia da cidade de Aracaju (CCTECA-Galileu Galileu/Planetário), sob orientação do monitor Jaelsson Lima e com essa atividade encerrou-se a VII SEASE foram encerradas.

O monitor fez uma apresentação da casa, sua estrutura e funcionamento, além dos projetos que a mesma realiza. Após a explanação, foram apresentados os experimentos existentes na casa, no final teve uma sessão do planetário.

Figura 57: Visita à CCTECA-Galileu Galileu/Planetário na última atividade (atividade extra) relacionada ao evento, sob orientação do monitor Jaelsson Lima, – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 58: Visita à CCTECA-Galileu Galileu/Planetário na última atividade (atividade extra) relacionada ao evento, sob orientação do monitor Jaelsson Lima, –  VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Figura 59: Visita à CCTECA-Galileu Galileu/Planetário na última atividade (atividade extra) relacionada ao evento, sob orientação do monitor Jaelsson Lima, – VII SEASE.

Fonte: Setor da comunicação da SEASE

Agradecimentos: Nossos profundos agradecimentos a todos aqueles que de forma direta ou indireta contribuíram para a realização da VI SEASE e em especial: À Ívina Mittaraquis pelo seu envolvimento, mesmo não estando na comissão de organização específica do evento, à Dinorah Barbosa pelo grandioso empenho e por ter empregado muito de seu precioso tempo em inúmeras questões burocráticas e na montagem da programação, à Hellen Chaves que também esteve envolvida no processo de elaboração do evento, principalmente na elaboração da programação, à Prof. Dra. Elza Ferreira que conseguiu contribuir com os kits, por  meio do IFS, para o evento, além de fazer parte da organização e de ter contribuído de outras formas, à Jaelsson Lima que também foi participativo em todas as etapas do evento, à Thaynara Santos por também ter nos auxiliado, ao Prof. Dr. Sergio Scarano por está envolvido também na elaboração do evento e por ser o coordenador do mesmo na UFS, à Tayssa Barreto por ter contribuído com maior parte com coffee break do evento, a todos os monitores na VII SEASE: Liliane Martins, Eliane Pinheiro, Francielle Vieira, Karoline Suzart, Felipe Esteves, Luíz Henrique e Daniela Alves. E a todos os palestrantes que aceitaram o nosso convite.

ANEXOS:

Na realização da VI Semana de Astronomia de Sergipe (VI SEASE) fizeram parte da comissão de organização específica: Dra. Elza Ferreira Santos (Professora do IFS – Campus Aracaju), Dr. Sérgio Scarano Jr. (Professor de Astronomia DFI/UFS), Hellen Larissa S. N. Chaves (Presidente da SEASE), Jaelsson S. Lima (Vice-Presidente da SEASE), Dinorah Barbosa da F. Teixeira (Secretária Geral da SEASE), Thaynara Santos Nascimento (Sócia da SEASE), Tayssa Barreto (Sócia da SEASE), Liliane Martins (Sócia da SEASE) e  Ivo Matias Campos (Sócio da SEASE).

Àqueles que fizeram parte da comissão organizadora geral: Hellen Larissa S. N. Chaves (Presidente da SEASE), Jaelsson S. Lima (Vice-Presidente da SEASE), Dinorah Barbosa da F. Teixeira (Secretária Geral da SEASE), Ívina Siqueira Perrucho Mittaraquis (Tesoureira da SEASE), Silvio Willian Caires Batista (Secretário de comunicação da SEASE), Thaynara Santos Nascimento (Sócia da SEASE), Tayssa Barreto (Sócia da SEASE), Liliane Martins (Sócia da SEASE), Ivo Matias Campos (Sócio da SEASE), Augusto Cesar S. Almeida (coordenador da CCTECA e sócio fundador da SEASE), Dra. Elza Ferreira Santos (Professora do IFS – Campus Aracaju) e Dr. Sérgio Scarano Jr. (Professor de Astronomia DFI/UFS).

Marcaram presença de forma identificada na VII SEASE representantes de 19 instituições de todo o estado e País, são elas: Universidades, Grupos ou Sociedades Astronômicas e Escolas e outros. São elas: Universidade Federal de Sergipe (UFS), Colégio Módulo, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Instituto Federal de educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS – Campus Aracaju e Estância), Faculdade Estácio, Escola Municipal Professora Maria Da Glória Menezes, SESI, Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE), Universidade Tiradentes (UNIT), Escola Estadual Ministro Marco Maciel, Secretária de Educação do Estado de Sergipe (SEED), Colégio Estadual João XXIII, Colégio Estadual Governador Valadares, Clube de Dorense de Astronomia – Órion (CDA – Órion), Grupo AstroIFS, Grupo de Astrofísica da UFS (AstroUFS), Observatório Nacional (ON) e Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju – Galileu Galilei (CCTECA – Galileu Galilei).

 Resumo da VII SEASE em números:

172 Inscritos (90 homens, 81 mulheres e 1 outro);

100 participantes (49 homens, 50 mulheres e 1 outro) + 44 outros compareceram para nos prestigiar (25 homens, 16 mulheres e 3 sem informação);

7 apresentações de Palestras (Das 7 apresentações 8 pessoas apresentaram, 6 homens e 2 mulheres);

12 apresentações de Trabalhos curtos (Das 12 apresentações 15 pessoas apresentaram, 6 homens e 9 mulheres);

3 apresentações de Workshops (Das 3 apresentações 4 pessoas apresentaram, 2 homens e 2 mulheres);

3 Observações com Telescópios (2 Observações noturnas e 1 Observação solar);

Comissão organizadora específica: 9 componentes (3 homens e 6 mulheres);

Comissão organizadora geral: 12 componentes (5 homens e 7 mulheres);

R$ 70,00 foram todos os gastos contabilizados + gastos não contabilizados;

19 instituições do estado e do País foram representadas;

Obs.: Uma das palestras foi apresentada por 2 pessoas (2 mulheres), em três trabalhos curtos foi apresentada por 2 pessoas cada (em 2 deles foi por 2 mulheres cada e em 1 foi 1 homens e 1 mulher) e em um Workshop foi apresentado por 2 pessoas (1 homem e uma mulher).

Outras informações relacionadas:

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Página do evento: https://memoriasdaastronomiaemsergipe.wordpress.com/2019/06/03/vii-sease-2016/ (Versão Arquivada)

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Relatório versão PDF:  Relatório da VII Semana de Astronomia de Sergipe (VII SEASE)

Fotos do evento:

1º dia:

https://www.facebook.com/pg/SemanaSEASE/photos/?tab=album&album_id=1766084830320116

2º dia:

https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1766769440251655,
https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1766944216900844,
https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1766972203564712,
https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767424533519479,
https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767427946852471, https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767438023518130,
https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767446310183968,
https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767455630183036,

3º dia:

https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767964933465439,
https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767971016798164,
https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1767994890129110,
https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1768004300128169,
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https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1768045743457358,

4° dia:

https://www.facebook.com/SemanaSEASE/posts/1768051173456815.

São Cristóvão, 31 de Dezembro de 2016.

Revisores do texto: Elza F. Santos e Dinorah Barbosa da F. Teixeira

Texto: Jaelsson S. Lima

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Texto: Memórias da Astronomia em Sergipe (M.A.S.), Reproduzido da página da SEASE.

Fontes: VII Semana de Astronomia de Sergipe. (Conteúdo arquivado no Wayback Machine em 08/05/2017 https://web.archive.org/web/20170508093541/http://sease.org.br/relatorio-vii-sease/).

O Desenvolvimento da Astronomia Amadora em Sergipe: das Origens Históricas às Perspectivas Futuras

NILSON SILVA SANTOS, Monografia de Especialização.

Resumo: Embora a Astronomia seja considerada uma das ciências mais antigas da humanidade, percebe-se que o seu desenvolvimento, ao longo dos tempos, ficou limitado aos espaços acadêmicos e distante do grande público leigo. Os profissionais que atuam nesta área produzem conhecimentos que são normalmente divulgados em uma linguagem que está muito além da capacidade de compreensão da maioria das pessoas, tornando a figura do astrônomo e da própria Astronomia, algo distante do cotidiano do público em geral. Sendo esta a única ciência que permite o convívio entre profissionais e amadores, o presente trabalho pretende mostrar o desenvolvimento de atividades astronômicas promovidas por grupos de entusiastas amadores no Estado de Sergipe, destacando a Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE) e o Clube Dorense de Astronomia Órion (CDAO), com o objetivo de divulgar e popularizar o conhecimento sobre Astronomia e aproximar a figura do astrônomo amador da população, através de palestras temáticas, exposições de astrofotografia, oficinas e observação dos astros por meio de telescópios. Neste estudo são apresentadas informações relativas às origens históricas das associações astronômicas amadoras do Estado de Sergipe, bem como sua condição atual e as perspectivas e demandas para a continuação e ampliação das atividades por elas desenvolvidas.

1- INTRODUÇÃO
A história da Astronomia e seu desenvolvimento ao longo dos tempos é algo que se confunde com a própria saga da civilização humana na face da Terra. Sua origem é tão remota e incerta que não faltam argumentos para descrevê-la. Para Caniato (1994), em seu livro “O que é Astronomia”, foi o Sol o astro que primeiro chamou a atenção do homem, seguido da Lua e, por fim, o céu estrelado. Ele conclui que foi a observação sistemática das influências desses astros que ocasionou o nascimento da Astronomia.

Como a origem da Astronomia propriamente dita não é o objeto de estudo deste trabalho, não se adentrará em maiores detalhes por este viés, mas será feita uma análise de sua presença especificamente em terras sergipanas, dentro de um contexto nacional e no âmbito da atuação de grupos amadores, como será descrito mais adiante.

Será visto que no Brasil, a Astronomia teve seu início ainda no período do Império, seguindo uma trajetória de desenvolvimento até os dias atuais. Nessa linha do tempo, o mesmo acontece e se reproduz pelo território brasileiro, especialmente pela região Nordeste. Portanto, aqui será apresentado como objeto de estudo o histórico e a singularidade do caso envolvendo o Estado de Sergipe que, se não fosse pela atuação amadora dos grupos presentes, estaria fora da prática do campo dos estudos astronômicos na região.

Assim, no caso de Sergipe, apenas recentemente, em 2010, foi criado um curso de bacharelado em Física, com habilitação em Astronomia, pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Entretanto, bem antes, em 1993, alguns universitários e entusiastas nessa área de conhecimento organizaramse para fundar o Grupo de Astronomia “Johannes Kepler”, que depois se transformaria no que atualmente se denomina Sociedade de Estudos Astronômicos de Sergipe (SEASE), com sede na capital Aracaju.

Em 2009, concomitantemente ao lançamento do Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009), instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), foi também criado um segundo grupo amador que se identifica por Clube Dorense de Astronomia Órion (CDAO), sediado no interior do Estado, no município de Nossa Senhora das Dores, com a mesma finalidade de promover a pesquisa e o ensino de Astronomia, nos moldes da atuação amadora, junto ao público em geral.

Devido à escassez de bibliografia focada na área local para a realização deste trabalho, a metodologia adotada será voltada à pesquisa de campo qualitativa, segundo Moreira (2004), buscando descrever a realidade da prática da Astronomia amadora em Sergipe, dentro de um contexto regional e nacional. Para tanto, serão analisados documentos e coletados depoimentos de pessoas ligadas à área para traçar um perfil histórico da Astronomia amadora no Estado, a partir da atuação marcante dos dois grupos que se destacam localmente.

Por fim, serão apontados os desafios a serem enfrentados pelos entusiastas desse campo de conhecimento vasto e bastante diversificado. Algumas propostas de solução e desenvolvimento serão listadas para fortalecer a continuação das atividades, levando à população leiga cada vez mais informações sobre os fenômenos celestes e aproximando a figura do astrônomo do público, em uma perspectiva de popularização da Astronomia.

Texto completo: O Desenvolvimento da Astronomia Amadora em Sergipe: das Origens Históricas às Perspectivas Futuras

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Texto:  M.A.S., Monografia de Nilson Silva Santos: Reprodução autorizada pelo autor.

Fontes: SANTOS, Nilson Silva. O desenvolvimento da astronomia amadora em Sergipe: das origens históricas às perspectivas futuras. Monografia: Especialização em Ensino de Astronomia, Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo, 2012. Disponível em: https://memoriasdaastronomiaemsergipe.files.wordpress.com/2019/06/monografia-o-desenvolvimento-da-astronomia-amadora-em-sergipe-nilson-santos-30-04-121-1.pdf, acesso em 26 Jun. 2019.